Racismo e suas formas de existência na sociedade brasileira

Especialistas afirmam que existe racismo na sociedade como um todo e citam as formas como ele se manisfesta

Por - Editorias: Atualidades, Rádio USP
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2ª Marcha Nacional do Reaja ou será morto, movimento pelo fim do genocídio da população negra e contra o racismo - Foto: José Cruz/Agência Brasil
2ª Marcha Nacional do Reaja ou será morto, movimento pelo fim do genocídio da população negra e contra o racismo – Foto: José Cruz/Agência Brasil

Dados do Programa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2013 mostram que metade da população brasileira é negra. Segundo relatório de 2014, da Organização das Nações Unidas (ONU), o racismo permeia todas as áreas da vida no Brasil, e há um racismo institucionalizado.

Em 1968, o Brasil assinou a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, hoje ratificada por 170 Estados. O documento define a discriminação racial como toda a distinção ou exclusão baseada em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica, que tenha por resultado anular ou restringir o livre e pleno exercício dos direitos humanos.

O Diálogos na USP desta semana fala sobre o racismo em todas as suas formas. Debatem o assunto, Luís Guilherme Galeão da Silva, professor do Instituto de Psicologia da USP, especialista em psicologia social e comunitária, e Zilda Iokoi, do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas  e coordenadora do Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerância e Conflitos, Diversitas, da USP.

O professor Luís Guilherme Galeão, em entrevista à repórter Sandra Capomaccio, cita duas formas de racismo: o institucional, que é  ligado a políticas públicas e o racismo das próprias pessoas. “Existe racismo na periferia e na sociedade como um todo”, afirma Galeão. Outro ponto citado pelo professor é o foco da segurança pública, ao se falar de um policiamento em defesa do patrimônio e não da vida. “É um eixo difícil de mudar”, enfatiza.

A professora Zilda Iokoi, coordenadora do Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerância e Conflitos, Diversitas, da USP, diz que “há um movimento cínico na sociedade brasileira em relação ao racismo. Gilberto Freire, em 1930, escreveu Casa Grande e Senzala, e foi o primeiro intelectual brasileiro a colocar os negros como membros de uma sociedade, pensando a problemática dos negros na sociedade brasileira;  logo foi feita uma discussão da sociedade, na época, o chamando de racista. Hoje, nós temos uma política sexista e racista, de transformar tudo  aquilo que é da diversidade em problema”, enfatiza.

Apresentação do Diálogos na USP, Fábio Rubira, produção Simone Lemos e trabalhos técnicos de Márcio Ortiz.

Ouça a íntegra do programa:

 

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