Projeto Lean reduz filas nos hospitais, mas contingente posterior deve ser analisado

Especialistas da FSP acreditam que pacientes com casos simples também merecem atenção do sistema de saúde

Um projeto realizado em parceria entre o Ministério da Saúde e o Hospital Sírio-Libanês promete reduzir as filas de espera nos hospitais brasileiros. É o chamado Projeto Lean, que já completa dois anos de existência, realizando nesse período de tempo, de acordo com a Agência Saúde, a redução de cerca de dois dias de internação e quase quatro horas do tempo de espera nos pronto-socorros.

Até agora, foram 20 hospitais que participaram do projeto. Ele conta com duas etapas, que envolvem a detecção das causas para os atrasos nas filas, a capacitação dos profissionais e o monitoramento posterior dos capacitados pela equipe do Hospital Sírio-Libanês. O Ministério da Saúde prevê que, até 2020, cem hospitais participarão do Projeto Lean.

Mas quais são as aplicações reais desse projeto para o sistema de saúde brasileiro? O diretor da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, Oswaldo Yoshimi Tanaka, responde a essa questão e dá sua opinião sobre o Projeto Lean. Tanaka, assim como Marília Louvison, professora do Departamento de Política, Gestão e Saúde da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, e também entrevistada, acredita que o contingente que sobra dessa operação também precisa de atenção.

Eles afirmam que pacientes com casos mais simples não têm outra alternativa a não ser solicitar atendimento dos hospitais, aumentando as filas de espera. Os especialistas acreditam que isso não seja por falta de informação por parte dos pacientes, mas sim porque o sistema de saúde brasileiro possui falhas estruturais que negligenciam essas pessoas que usam os hospitais públicos.

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