Laser tem efeito analgésico para disfunção temporomandibular

Pesquisa da Faculdade de Odontologia traz amostragem inédita para tratamento da disfunção com causas multifatoriais

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A articulação temporomandibular faz a ligação entre a mandíbula e o crânio. A disfunção temporomandibular (DTM) é um problema que ocorre nesta região, atinge de 5% a 12% da população mundial e ocorre entre os 20 e 30 anos de vida, sobretudo nas mulheres, com proporção de duas mulheres para cada homem. O Jornal da USP no Ar entrevistou o doutor Fernando Rodrigues de Carvalho, do Laboratório Especial de Laser em Odontologia (Lelo) da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, que está trabalhando, desde outubro de 2016, no tratamento da DTM através da aplicação do laser. O estudo incluiu até o momento 140 participantes e espera chegar a 200. É o maior estudo já feito na literatura e pretende “colocar o laser na terapia para disfunção temporomandibular”, comenta Rodrigues de Carvalho.

Antes de tudo, cabe ressaltar que as causas para a DTM são múltiplas: constituição genética, traumas na região da face, desequilíbrio na oclusão dentária e fatores emocionais e psicossociais. Além disso, para o doutor Rodrigues de Carvalho, a incidência da disfunção vem aumentando em decorrências do estresse e hábitos próprios da contemporaneidade. Roer as unhas, morder as bochechas ou o canto dos lábios são hábitos predisponentes para o surgimento da DTM.

Imagem térmica após tratamento com ultrassom e laser – Foto: Reprodução / Oral Health and Dental Management

Por ser uma complicação multifatorial, não há uma única linha para tratar a disfunção temporomandibular. Aparelhos ortopédicos funcionais, aparelhos que separam a mordida, placas e muitos outros métodos podem ser utilizados no tratamento. A terapia a laser traz três benefícios fundamentais para o paciente. O anti-inflamatório, o regenerativo e, principalmente, o analgésico, que pode ser sentido logo após a sessão. Além disso, o laser possui a grande vantagem de não ser um processo invasivo. Se comparado com tratamentos medicamentosos para a DTM, a terapia com laser é muito mais satisfatória, por não ter os efeitos adversos, segundo o especialista.

Entretanto, existem casos mais resistentes em que a terapia com laser deve ser associada a outro tratamento. O laser não é um método único, em quadros agudos ele é fundamental para aliviar as dores, mas necessita de um tratamento de base. No caso do paciente estar passando por um problema psicológico, ou submetido a uma elevada carga de estresse, é indispensável um tratamento conjugado. Geralmente, o tratamento costuma variar entre 5 a 15 sessões.

Os tratamentos realizados no Laboratório Especial de Laser são abertos ao público. Os interessados podem ligar no telefone (11) 3091-7645.

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