Cresce o número de partos domiciliares neste momento de pandemia

A médica ginecologista Rossana Pulcineli lembra que o parto em casa requer uma série de cuidados para garantir a saúde da mãe e do bebê. Os riscos existem e não devem ser descartados

Neste período de pandemia, a preocupação com a segurança e a proteção para evitar a contaminação pelo coronavírus aumentou. Esse cuidado fez crescer o número de gestantes que optaram pelo parto domiciliar. No Rio de Janeiro, a procura por parteiras e doulas apresentou um crescimento que chega a 200%. Em São Paulo, o Commadre, grupo de apoio à gestação, parto e pós-parto desde 2007, percebeu que esse número praticamente dobrou, segundo dados divulgados na revista Época. A médica ginecologista Rossana Pulcineli Vieira Francisco, professora da disciplina de Obstetrícia da Faculdade de Medicina da USP e presidente da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo), diz que, “apesar de os números serem elevados, o aumento foi muito pequeno. Foram alguns partos a mais sendo realizados em ambiente domiciliar”.

O parto em casa requer uma série de cuidados para garantir a saúde da mãe e do bebê. Os riscos existem e não devem ser descartados. Uma das maiores preocupações é no caso de ser necessária uma transferência para um hospital que, muitas vezes, pode não estar perto da casa da gestante. A doutora Rossana lembra que “há países que estão estruturados para o parto domiciliar. Eles contam com um programa específico, com vários itens de segurança, para que se consiga uma transferência rápida para uma maternidade, que já têm conhecimento de que na área de abrangência há um parto domiciliar. Outro ponto importantíssimo é que, nos países que têm esses programas, esse parto domiciliar só é proporcionado à gestante que tem uma gravidez de baixo risco e com o conhecimento, por parte da mãe, de todas as dificuldades que possam ocorrer, uma vez que em uma emergência o atendimento deve ser imediato”.

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