Câncer ósseo tem grandes chances de recuperação se descoberto cedo

O sarcoma afeta principalmente jovens e pode ser detectado em um simples exame de raio X

jorusp

Todo adolescente passa por um período de crescimento rápido que popularmente se chama de “estirão”. Este é um momento-chave para ficarmos atentos à possibilidade de desenvolvimento de sarcoma nos ossos, o “câncer ósseo”. O mês de julho foi escolhido para conscientizar a população sobre a doença e a importância do diagnóstico precoce para o tratamento.

Não há forma de prevenir o câncer ósseo. Mas, se descoberto rapidamente, as chances de recuperação aumentam muito, contou ao Jornal da USP no Ar a médica oncologista Veridiana Pires de Camargo, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de USP (FMUSP). Alguns dos sintomas, ela explica, são dores persistentes, dificuldade de movimentação e possível inchaço de “partes moles” do corpo como o joelho, por exemplo. “Se algum desses sintomas aparecer, já se deve procurar um especialista para tirar a dúvida. Principalmente em jovens, esses sintomas deveriam sumir com o passar dos dias.”

Condrossarcoma do fêmur. Na radiografia convencional, pode-se ver uma zona lítica e indicar as linhas de fratura medialmente sob o trocânter menor. As calcificações irregulares da matriz tumoral são mais reconhecidas pela tomografia computadorizada. Na janela do tecido mole, vê-se que a medula gordurosa foi deslocada ainda mais extensivamente através do tumor. Curiosamente, não há certeza de reação periosteal – Foto: Hellerhoff via Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0

Geralmente o diagnóstico virá através de um ortopedista e um exame de raio X, se feito corretamente, já pode indicar a presença do sarcoma no osso. No entanto, Veridiana reforça que a partir do momento que se confirma o câncer o paciente deve procurar um especialista oncológico. Através da medicina nuclear outros exames serão demandados para se investigar a extensão da doença, um deles é a cintilografia óssea. “A partir do diagnóstico feito, a cintilografia óssea mapeia todo o esqueleto do paciente e aponta se existem outros ossos acometidos por sarcoma”, explica a médica.

O câncer ósseo é perigoso porque evolui rapidamente, em questão de seis meses pode atingir dez centímetros. Segundo Veridiana, no tratamento para a doença o paciente é submetido à quimioterapia por um período de cerca de um ano. Possivelmente será necessária uma intervenção cirúrgica no meio desse processo, o que torna fundamental a fisioterapia para ganho de musculatura e recuperação posterior. Se tratado corretamente e diagnosticado cedo, há muitas chances do paciente sobreviver e retomar uma vida normal.


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