Mostra Internacional do Cinema Negro começa no dia 16

Até 30 de novembro, evento gratuito vai exibir dez longas-metragens e 11 curtas

 Publicado: 12/11/2021
Banner da mostra – Imagem: Divulgação

 

Dez longas-metragens e 11 curtas serão apresentados durante a 17ª Mostra Internacional do Cinema Negro (Micine), que acontece de 16 a 30 deste mês em formato digital. A abertura do evento – presencial – ocorre às 19 horas do dia 16, no Cine Petra Belas Artes de São Paulo (Rua da Consolação, número 2.423, na esquina com a Avenida Paulista). Na ocasião haverá o lançamento da animação em curta-metragem A Cor do Voto, dirigida por Celso Luiz Prudente, que é o curador da mostra. Os filmes serão exibidos gratuitamente no “À la Carte”, serviço de streaming do Cine Petra Belas Artes.

Entre os filmes da mostra está O Samba é Primo do Jazz (Brasil, 2021, 1h10m), de Ângela Zoé.  O documentário mostra a trajetória artística da cantora maranhense Alcione. Suas referências musicais, a inserção no mundo da música e a relação com a família e amigos são mostradas no vídeo. “A cinebiografia nos aproxima de uma Alcione descontraída, divertida e matriarcal com a vida e o fazer artístico”, de acordo com a sinopse do filme, que é produzido pela Documenta Filmes. 

Cena do filme O Samba é Primo do Jazz, que mostra a trajetória da cantora Alcione – Foto: Reprodução

 

Outro filme presente na mostra é O Divino Guaporé (Brasil, 2021, 82 minutos), dirigido por Ederson Lauri. A obra documenta a Festa do Divino Espírito Santo realizada há 120 anos no Vale do Rio Guaporé, na fronteira entre o Brasil e a Bolívia. Com duração de quase dois meses, a festa movimenta 41 comunidades ao longo daquele rio, na bacia do Amazonas.

Cena do filme O Divino Guaporé, que retrata uma festa centenária no Norte do País – Foto: Reprodução

 

A Hora de Bai (Portugal, 2015, 21 minutos), de Bruno Leal, Ka Mimbangu – A Cena Moçambicana entre Tradição e Contemporaneidade (Moçambique/Brasil, 2021, 1h10min), de Mariana Rhormens, e Última Abolição (Brasil, 2018, 1h22m), de Alice Gomes, são outras atrações da mostra, que tem como tema Pela Superação da Tentativa Eurocêntrica de Folclorização da Africanidade: a Dimensão Pedagógica do Cinema Negro Posta em Questão.

A 17ª Mostra Internacional do Cinema Negro vai produzir também um livro, que será publicado pelo Portal de Livros da Faculdade de Educação da USP. A publicação trará artigos de professores da USP e de outras instituições, como as Universidades Federais da Bahia, de Rondônia, do Pará, do Paraná e do Mato Grosso, o Instituto Politécnico de Lisboa, a Universidade Católica São José, de Macau, na China, a Universidade Pedagógica de Moçambique e a University of the Western Cape, na África do Sul.

A mostra acontece graças a uma parceria entre a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN), a Superintendência de Inclusão, Políticas Afirmativas e Diversidade da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o Centro de Estudos Latino-Americanos de Comunicação e Cultura (Celacc) da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, o Laboratório Experimental de Arte-Educação e Cultura da Faculdade de Educação da USP, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e o curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Pará (UFPA).

A cerimônia de abertura da 17ª Mostra  Internacional do Cinema Negro (Micine) ocorre no dia 16 de novembro, às 19 horas, no Cine Petra Belas Artes (Rua da Consolação, nº 2.423, esquina com a Avenida  Paulista, em São Paulo). A exibição dos filmes acontece de 16 a 30 de novembro, no “À la Carte”, serviço de streaming do Cine Petra Belas Artes de  São Paulo.


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