Apesar de avanços no tratamento do HIV, prevenção ainda é um problema

Taxas de transmissão do vírus entre jovens vêm crescendo no Brasil, e falta de conhecimento é principal fator

Nesta edição do programa Saúde sem Complicações, Ulisses Matos, médico assistente da Unidade Especial de Doenças Infecciosas no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP, fala sobre Aids, assim como tratamento e prevenção.

O HIV, sigla em inglês para Vírus da Imunodeficiência Humana, é um vírus que interfere na capacidade do organismo de combater infecções, que, em um grau muito avançado, pode levar à Aids.

De acordo com Matos, “o Brasil se encontra em uma posição de destaque no tratamento da Aids e isso se deve pelo uso de medicamentos retrovirais, conhecidos como coquetéis, que são fornecidos gratuitamente desde o final da década de 1980”.

No entanto, Matos conta que, quando se trata de prevenção, o Brasil vem contribuindo negativamente com as taxas de transmissão do vírus, que vêm crescendo muito, principalmente entre os jovens, se comparado com outros países. “Isso se deve à falta de informação. Em países com maior grau de desenvolvimento econômico, as taxas de transmissão são baixas, uma vez que existe um maior cuidado e empenho na educação da população, de acordo com dados epidemiológicos.”

Dificuldades de acesso à informação e à educação mostram-se como uma vulnerabilidade. Matos fala que, “apesar dos avanços, com a expectativa de vida de pessoas com HIV crescendo, muitas acreditam que é possível viver com o vírus normalmente, sem tratamento, o que não é verdade. A falta de acesso ao conhecimento é um problema, e o SUS não cuida dessa parte”.

O programa Saúde sem Complicações é produzido pela locutora Mel Vieira e por Maju Petroni, com apresentação de Mel Vieira e trabalhos técnicos de Mariovaldo Avelino e Luiz Fontana. Direção de Rosemeire Talamone.

Ouça no link acima a íntegra do programa Saúde sem complicações.

Política de uso 
A reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal da USP e do autor. No caso dos arquivos de áudio, deverão constar dos créditos a Rádio USP e, em sendo explicitados, os autores. Para uso de arquivos de vídeo, esses créditos deverão mencionar a TV USP e, caso estejam explicitados, os autores. Fotos devem ser creditadas como USP Imagens e o nome do fotógrafo.