Pedro Dallari, em Globalização e Cidadania, fala sobre eleição na Turquia que foi vencida por Recep Erdogan, com 50% dos votos, não havendo necessidade de segundo turno. É a 17ª economia do mundo, um país bicontinental, com parte na Europa e parte na Ásia.
Para o professor, Erdogan dá continuidade, portanto, ao comando do país desde 2003. De 2003 a 2014, Erdogan foi primeiro ministro e a partir de 2014 foi presidente, porque houve uma mudança constitucional e a Turquia passou a adotar o regime presidencialista. “Erdogan, portanto, está muito mais forte, com muito mais capacidade de direção, o que preocupa os países europeus e, por consequência, a comunidade internacional. A Turquia, apesar de ser islâmica, nos últimos anos sempre se manteve uma democracia representativa”, observa.
Ocorre que, em 2016, houve uma tentativa de golpe de estado pelos militares e a própria sociedade foi às ruas, consolidando assim a democracia. O problema é que Recep Erdogan se valeu disso para iniciar expurgos e um período muito centralizador e autoritário, dando margem à interpretação de que a Turquia se encaminha para o totalitarismo ou o semi-totalitarismo.
Ouça, no link acima, a íntegra da coluna Globalização e Cidadania, com o professor Pedro Dallari.