Tráfego de veículos, aviões que sobrevoam as cidades, sirenes de ambulâncias ou de viaturas policiais. O ruído urbano, ao qual nos acostumamos e já nem percebemos de forma significativa, tem o poder de afetar a nossa saúde, diz o professor Paulo Saldiva, causando alterações perceptíveis do ponto de vista fisiológico, a começar por prejudicar a qualidade do sono, pois num local onde o ruído é muito alto, o sono não se aprofunda e, consequentemente, não traz o devido descanso. A poluição sonora tem também o efeito de aumentar a pressão arterial, o que afeta sobretudo os hipertensos.
Saldiva comenta artigo publicado numa revista de medicina, a qual acompanhou durante mais de uma década pessoas que viviam em diferentes regiões, expostas a diferentes níveis de ruído. Um ruído de até 40 decibéis, muito frequente no meio urbano, está associado a um aumento no número de doenças cardiovasculares, “mais um motivo para a gente reduzir o número de veículos nas ruas, usar tecnologias redutoras de ruído e, consequentemente, tornar as nossas cidades um pouco mais humanas e mais saudáveis”.
Saúde e Meio Ambiente
A coluna Saúde e Meio Ambiente, com o professor Paulo Saldiva, vai ao ar toda segunda-feira às 8h, quinzenalmente, na Rádio USP (São Paulo 93,7 ; Ribeirão Preto 107,9 ) e também no Youtube, com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.
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