O ruído nosso de cada dia e os prejuízos para a saúde

Nesta sua coluna, Paulo Saldiva comenta os efeitos nocivos que a poluição sonora causa aos habitantes das grandes cidades, como alterações na qualidade do sono ou na pressão arterial

 25/10/2021 - Publicado há 1 mês

Tráfego de veículos, aviões que sobrevoam as cidades, sirenes de ambulâncias ou de viaturas policiais. O ruído urbano, ao qual nos acostumamos e já nem percebemos de forma significativa, tem o poder de afetar a nossa saúde, diz o professor Paulo Saldiva, causando alterações perceptíveis do ponto de vista fisiológico, a começar por prejudicar a qualidade do sono, pois num local onde o ruído é muito alto, o sono não se aprofunda e, consequentemente, não traz o devido descanso. A poluição sonora tem também o efeito de aumentar a pressão arterial, o que afeta sobretudo os hipertensos.

Saldiva comenta artigo publicado numa revista de medicina, a qual acompanhou durante mais de uma década pessoas que viviam em diferentes regiões, expostas a diferentes níveis de ruído. Um ruído de até 40 decibéis, muito frequente no meio urbano, está associado a um aumento no número de doenças cardiovasculares, “mais um motivo para a gente reduzir o número de veículos nas ruas, usar tecnologias redutoras de ruído e, consequentemente, tornar as nossas cidades um pouco mais humanas e mais saudáveis”.


Saúde e Meio Ambiente
A coluna Saúde e Meio Ambiente, com o professor Paulo Saldiva, vai ao ar toda segunda-feira às 9h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção  do Jornal da USP e TV USP.

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