Pesquisa quer saber se existe islamofobia no Brasil

Estudo da USP em Ribeirão Preto quer contar com a participação de muçulmanos nascidos e convertidos à religião por meio de questionário e relatos pessoais

 16/03/2021 - Publicado há 1 ano
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Pesquisa nacional sobre islamofobia quer investigar intolerância religiosa presencial e on-line – Foto: Freepik

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O Brasil é lar de diversas culturas e religiões, como o Islã, que reúne cerca de 35 mil adeptos, segundo censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2010. Assim como acontece com outras religiões, o Islã também enfrenta preconceito e intolerância, por isso, o Grupo de Antropologia em Contextos Islâmicos e Árabes (Gracias), da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, está desenvolvendo uma pesquisa nacional sobre islamofobia. 

O estudo quer contar com a participação de nascidos e revertidos ao Islã que moram no Brasil, por meio de respostas a um questionário sobre assuntos abrangentes, como a escolaridade e a faixa etária, e também específicos, como a aceitação das famílias em casos de conversão à religião, preconceito e intolerância, além de aspectos jurídicos, psicológicos e socioantropológicos.  

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Pesquisa sobre islamofobia no Brasil

A professora e pesquisadora Francirosy Campos Barbosa, responsável pelo estudo e coordenadora do Gracias, conta que o objetivo é, a partir dos resultados, construir o primeiro mapa nacional sobre o índice de intolerância e violência a muçulmanos e muçulmanas no Brasil. “Esta coleta de dados é fundamental para produzirmos um relatório que sistematize esses dados e que possa servir também a outros pesquisadores, à comunidade e às instituições islâmicas”, conta. 

Os muçulmanos interessados podem participar da pesquisa respondendo ao questionário que pode ser acessado neste link. Além disso, podem enviar relatos pessoais ou tirar dúvidas para o e-mail: islamofobia.gracias@gmail.com.

A pesquisa é financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa da USP. 

 


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