
Num momento em que o lockdown é instituído em determinadas cidades brasileiras, é essencial relembrar que o isolamento social só é necessário devido à inexistência de uma vacina que imunize contra o novo coronavírus. O USP Analisa conta hoje com Wasim Syed, integrante do projeto União Pró-Vacina, e Robson Amaral, integrante do projeto Ilha do Conhecimento, para debater a importância desses imunizantes.
Em suma, as vacinas são biofarmacêuticos que induzem uma resposta imunológica nas pessoas que as recebem, a fim de treinar o organismo contra determinado patógeno. Em alguns casos, partes do próprio agente infeccioso — enfraquecido ou mesmo morto — são utilizadas para gerar esse efeito. A utilização do patógeno é base das principais críticas contra as vacinas, que apontam para uma suposta falta de segurança desse procedimento. Segundo Amaral, entretanto, quem avalia esse aspecto é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão que segue altos padrões de exigência e qualidade.
O integrante do projeto Ilha do Conhecimento ainda enumera as fases de produção de uma vacina: a fase inicial é a laboratorial, em que se define a melhor composição de moléculas; na segunda, a pré-clínica, são testados os modelos em células fora de organismos (in vitro) e em animais (in vivo) — aqui já se inicia a análise da eficácia e segurança do composto, avaliando se causará toxicidade aos animais; por fim, a fase clínica, em que há a seleção final das moléculas e os testes em pessoas. Passadas todas essas fases, os resultados são enviados para a aprovação e avaliação da Anvisa.
Syed conta que, em campanha de vacinação contra a gripe da qual participou, a recomendação era não aplicar o imunizante em pessoas com febre ou demonstrativos de doença respiratória, para que esses sintomas não fossem associados à aplicação da vacina. Um grande esforço que se apresenta é evitar a maior difusão de teorias antivacinas, que devem ser combatidas ferrenhamente pelo bem da saúde.
Saiba mais ouvindo o episódio na íntegra.
USP Analisa
O USP Analisa Vai ao ar pela Rádio USP quinzenalmente às sextas-feiras, às 16h:45, e também está disponível nos principais agregadores de podcast. O programa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP. Apresentação e edição: Thaís Cardoso. Produção: João Henrique Rafael Junior.
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