Nossa vizinha Venezuela passou por várias turbulências no primeiro mês do ano. Em plena crise econômica, política e social, muitos venezuelanos optaram por sair do país nos últimos anos. Os que ficam estão sob vastas restrições de produtos em supermercados e até mesmo passando fome.
Em meio a tudo isso, o presidente do país, Nicolás Maduro, assumiu seu segundo mandato no dia 10 de janeiro. Ele foi reeleito por

meio de uma eleição controversa e boicotada pela oposição. Hoje, o principal nome anti-Maduro é o do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó.
No dia 23, Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino da Venezuela, sendo reconhecido por diversos países, dentre eles o Brasil e os EUA. Apesar de sua jovem atuação na política, sua articulação foi muito bem-sucedida.
Quem fala sobre essa atuação surpreendente de Guaidó é Rafael Villa, professor do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.
“É inegável que, embora muito jovem e com pouca experiência política, Guaidó soube articular bem seu apoio político para sua autoproclamação. Ele e seus partidários foram surpreendidos pela reação positiva que a autoproclamação teve no nível internacional. Na verdade, eles não aguardavam semelhante resposta positiva por parte de muitos países no mundo”, considera Villa.
O cientista político, nascido na Venezuela, afirma ainda que são dois os objetivos de Juan Guaidó: a renúncia de Nicolás Maduro e a chamada de novas eleições. Ao final, ele aponta uma saída para o atual momento venezuelano.
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