No programa Saúde sem Complicações desta semana, a professora Silvana Maria Quintana, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, fala sobre infecções ginecológicas. Silvana trabalha principalmente com gestação de alto risco, transmissão vertical de doenças infecciosas e parasitárias, infecção pelo HIV e pelo papiloma vírus humano (HPV).
Segundo a professora, não existe uma idade específica para ir ao ginecologista, mas, a partir dos 25 anos, mesmo que a mulher não tenha nenhuma queixa, deve consultar um profissional para acompanhamento. Silvana afirma que as infecções vaginais são comuns em toda faixa etária e destaca ainda que as crianças constantemente apresentam quadros de infecção genital.
No caso das infecções mais comuns, o autodiagnóstico e a automedicação, segundo a professora, são frequentes, mas podem ser prejudiciais. O problema do autodiagnóstico é que, muitas vezes, os sintomas que indicam um determinado problema podem confundir o diagnóstico correto. “Isso leva a um quadro desesperador, em que a mulher usa todo mês um remédio inadequado, e isso traz problemas para a saúde. Você está tomando remédio para tratar o quê?” alerta.
Quando o diagnóstico é feito de forma adequada, o tratamento é simples, podendo ser via oral ou via vaginal. No entanto, essas infecções podem ser recidivas, ou seja, voltar a aparecer após um determinado período. “Por isso que, muitas vezes, a gente prefere a via oral à via vaginal, porque você consegue atingir de forma mais eficaz a colônia de bactérias”, afirma.
Ouça no link acima a íntegra do programa Saúde Sem Complicações.