
Uma profusão de vídeos e imagens falsas gerados por IA tomou conta das redes sociais nestas primeiras semanas da guerra no Irã. Em seu comentário, Carlos Eduardo Lins da Silva diz se tratar da primeira guerra em que a inteligência artificial é usada como um dos instrumentos massivos de propaganda. O jornal The New York Times chegou a identificar pelo menos 110 vídeos e imagens absolutamente falsos. Até mesmo o site oficial da Casa Branca – assim como a rede social do presidente Donald Trump -, segundo o colunista, adota esse tipo de estratégia, que trata a guerra não como uma tragédia a ser lamentada, mas como se fosse um videogame ou algo semelhante.
“Nós chegamos a um ponto em que parece que não existe mais constrangimento da parte das autoridades americanas, de mentir, de exagerar, de brincar com a tragédia humana. É um ponto de difícil definição do ponto de vista de moralidade pública e da maneira como se lida com as pessoas e com as informações”, afirma Lins da Silva, que critica a postura do presidente Trump também em sua sede de disseminar informações falsas e de ameaçar de cassar as concessões das emissoras de televisão, porque estas estariam em estreita coordenação com o Irã para espalhar notícias falsas geradas por IA. O detalhe é de que ele não apresenta provas ou evidências para fundamentar essas acusações.
“São acusações completamente sem base e que não têm muita coerência, porque são veículos – muitos deles acusados nominalmente – que nem mesmo oposição fazem ao governo Trump. É um momento muito complicado.”
Horizontes do Jornalismo
A coluna Horizontes do Jornalismo, com o professor Carlos Eduardo Lins da Silva, vai ao ar quinzenalmente, segunda-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9) e também no Youtube, com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.
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