Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 1,1 bilhão de jovens correm o risco de ter perda auditiva por conta de hábitos de exposição a altos volumes de som. Ricardo Bento, professor do Departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP e diretor da Divisão de Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas, afirma que lesões no ouvido interno são irreversíveis.
Dentre os costumes que podem levar à perda de audição estão o uso constante de fones de ouvido e o trabalho em ambientes ruidosos. Bento conta que o organismo humano não está preparado para a exposição constante a volumes acima de 85 decibéis. Além disso, fatores biológicos, hereditariedade e doenças podem levar à surdez.
Segundo o professor, a partir dos 60 anos é natural que se diminua gradualmente a audição. Hoje, com a expectativa de vida em torno dos 75 anos, a prevenção da surdez se coloca como essencial, uma vez que aos 40 anos já se tem observado perdas importantes nesse sentido. Bento alerta, ainda, que as lesões trazem consigo problemas de cognição e isolamento social e profissional, configurando, assim, uma estreita relação entre audição e qualidade de vida.
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