Lobista é profissão como qualquer outra

A atividade foi incluída pelo Ministério do Trabalho em sua lista de ocupações

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A atividade de lobista foi incluída pelo Ministério do Trabalho em sua lista de classificação brasileira de ocupação, o que significa dizer que a função torna-se reconhecida a partir da atuação de profissionais de relações institucionais e governamentais que se dedicam a esferas de interesse. Professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP (EACH/USP), Wagner Pralon Mancuso é especialista em Políticas Públicas, Lobby e Grupos de Interesse e Pressão. Ele explica que lobby nada mais é do que uma atuação de defesa de interesses, o que implica que qualquer empresa, sindicato, ou associação, com algum interesse governamental, articule-se, visando a atingir seu objetivo, embora essa atuação também possa ser no sentido de impedir que ocorra algo a que o grupo se opõe.

Talvez por isso a conotação do trabalho do lobista tenha implicações negativas por parte da opinião pública e de setores da mídia. A respeito disso, Mancuso observa que o profissional do lobby pode agir tanto de forma lícita como ilícita. “A licitude ou a ilicitude do trabalho não está na natureza da ocupação, mas na prática do profissional”, revela. Nesta entrevista, que está ao alcance de um clique, ele também observa ser difícil medir a eficácia do lobby, “porque o lobby é apenas um fator numa miríade de fatos que afetam uma decisão política”.

Na verdade, a prática do lobby está muito disseminada no Brasil, atuando em três esferas: do mercado, do Estado e da sociedade civil. Mancuso diz ainda que a palavra lobby veio do inglês, mas que também pertencia à arquitetura antes de passar a ser utilizada com conotações políticas.

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