
A tecnologia NFC, sigla para Near Field Communication, é utilizada diariamente para realizar pagamentos por aproximação pelo celular ou com os cartões de crédito, fazer transferências de dados, pagar passagens no transporte público e mais. Apesar de estar presente no dia a dia de muitas pessoas, nem todo mundo sabe explicar como ela funciona na prática. Rodolfo Ipolito Meneguette, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP, explica como ela funciona.

“O NFC é uma tecnologia de comunicação entre dispositivos, ela tem curto alcance e utiliza a radiofrequência. Para que haja a comunicação, ambos os dispositivos precisam ter o NFC para que haja a comunicação, sendo um deles o iniciador e o outro o alvo. O NFC possui duas formas de implementação: uma forma ativa, na qual temos a alimentação de energia e ele é capaz de enviar e receber dados no momento oportuno, como por exemplo um celular, smartwatch ou maquininha de cartão. Ele pode ser também um dispositivo passivo, igual ao nosso cartão de crédito ou cartão de transporte público, que só irá responder ao estímulo do iniciador.”
“Essa tecnologia surgiu no início dos anos 2000, naquela época havia a necessidade de uma evolução em relação ao RFID (Identificação por Radiofrequência). No fórum do RFID daquele ano, surgiu a discussão a respeito do NFC. Em meados de 2022, a tecnologia começou a ser utilizada pela Nokia, Philips e Sony com mais frequência e com um padrão, tornando-se uma tecnologia muito difundida e utilizada em vários dispositivos”, explica o professor.
O NFC no cotidiano
Meneguette exemplifica alguns cenários em que o NFC é utilizado, desde pagamentos até na segurança domiciliar. “Atualmente, nós utilizamos o NFC para realizar pagamento com aproximação, tanto com cartão físico quanto com smartphone ou com smartwatch. Em muitos lugares, essa tecnologia já é utilizada na entrada das casas e empresas, utilizando um cartão magnético e um leitor. Hoje, há inúmeras possibilidades de fazer a identificação de pessoas que estão em determinado local. É uma tecnologia que já está embutida no nosso dia-a-dia e está em constante evolução. Há estudos que querem fazer o melhoramento da NFC com relação ao alcance e a taxa de transferência. Dado o alcance dela, você tem uma certa segurança, mas também há riscos, como vimos no período de carnaval, pessoas utilizando maquininhas de cartões para aproximar a carteira de alguém”, finaliza o professor.
*Sob supervisão de Paulo Capuzzo e Cinderela Caldeira
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