A ciência e os cientistas que ganharam o Nobel de Física

Inovações em física de lasers levam a terceira mulher e o homem mais idoso a receberem o prêmio

 04/10/2018 - Publicado há 6 anos

“Bem cedo, no dia 2 de outubro, a notícia do Prêmio Nobel de Física em 2018, ‘para invenções revolucionárias na área de física de lasers’, alegrou meu dia”, conta o físico Paulo Nussenzveig na coluna Ciência e Cientistas. “Os laureados foram Arthur Ashkin, Gérard Mourou e Donna Strickland. Fiquei especialmente feliz por Ashkin, que já merecia o prêmio faz tempo, e por Donna Strickland, a primeira mulher a receber o Prêmio Nobel de Física desde 1963 e apenas a terceira na história (208 homens já foram contemplados).”

Gérard Mourou – Foto: Ecole polytechnique Université Paris-Saclay via Wikimedia Commons – CC

Ashkin, que receberá metade do prêmio “pela invenção das pinças óticas e por suas aplicações em sistemas biológicos”, é o laureado mais idoso da história, aos 96 anos. “Ele desenvolveu sua carreira nos laboratórios da Bell, em Nova Jersey, realizando pesquisas básicas, sem visar a aplicações imediatas”, afirma Nussenzveig. “Ele já poderia ter recebido o Prêmio Nobel de 1997, dado para o resfriamento e aprisionamento de átomos com lasers. Um dos laureados de então, Steven Chu, trabalhou com ele na Bell Labs. Bill Phillips o citou com destaque na sua aula Nobel.”

Donna Strickland – Foto: The Optical Society / Historical Archive via Wikimedia Commons – CC

Mourou e Strickland dividirão a outra metade “por seu método de geração de pulsos óticos ultracurtos e ultraintensos”. “Mourou foi o orientador de doutorado de Strickland e, claramente, foi um grande mentor: ele fez questão de compartilhar o reconhecimento com a sua estudante”, aponta o físico. “Há um paralelo nítido com a história de Jocelyn Bell Burnell, só que com final feliz. Donna Strickland é uma grande cientista, pesquisadora e reconhecida liderança científica. Em 2013, por exemplo, ela presidiu a Sociedade Americana de Ótica.”

Ouça mais no áudio acima.

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