Dissonância cognitiva pode levar à negação da realidade

A incapacidade do ser humano em viver em contradição incentiva a produção de novas crenças e colabora para a polarização de ideias e discursos de ódio nas redes sociais

Na coluna Datacracia desta semana, Luli Radfahrer fala sobre o termo dissonância cognitiva, termo de psicologia, mas bastante utilizado na área digital, que se refere à incapacidade do ser humano de viver em contradição.

Segundo Radfahrer, o ser humano possui necessidade de se livrar das contradições, portanto, a dissonância cognitiva incentiva a produção de novas crenças ou a modificação das já preexistentes e é perceptível quando o indivíduo, por exemplo, nega os efeitos maléficos do cigarro ou quando desvaloriza a capacidade catastrófica do aquecimento global. Em busca de cessar as contradições, “é muito mais fácil assumir que o aquecimento global não vai existir ou que HIV não causa Aids do que a pessoa mudar de comportamento”.

A dissonância cognitiva colabora na relativização dos discursos e, segundo o professor, “está por trás de boa parte da polarização do discurso de ódio nas redes sociais, porque é muito mais confortável alterar a realidade do que admitir o erro. Chega o momento em que se têm duas realidades tão diferentes que são dois mundos que não conseguem se falar e a gente vê isso o tempo todo”.

Ouça a coluna Datacracia na íntegra pelo link acima.


Datacracia
A coluna Datacracia, com o professor Luli Radfahrer, vai ao ar toda sexta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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