
“Os primeiros conjuntos de choro surgiram por volta do ano de 1880, no Rio de Janeiro, antiga capital do Brasil. Tais conjuntos nasciam nas biroscas de bairros, como Cidade Nova e nos quintais dos subúrbios cariocas”, como conta o pesquisador Omar Jubran no podcast Olhar Brasileiro. “Os primitivos conjuntos de choro eram constituídos por músicos que, em sua maioria, eram funcionários da alfândega, dos Correios e Telégrafos e da Estrada de Ferro Central do Brasil, e se reuniam nos subúrbios cariocas ou nas pequenas casas do bairro da Cidade Nova, onde muitos moravam”, continua o pesquisador.
Esse segundo programa de uma série de quatro dedicados ao gênero traz os chorinhos e chorões. “Está implícito que um bom chorão tenha a capacidade e o domínio da improvisação. No choro, o solista geralmente embeleza e dá variação para a melodia, enquanto os outros músicos do grupo improvisam o contraponto e o acompanhamento. Como em qualquer tradição oral, uma maneira de se tocar e um repertório comum se tornam parte da identidade do choro”, explica Jubran.
Ainda segundo o pesquisador, “mesmo admitindo uma variedade bem grande de instrumentos, no choro a flauta, o cavaquinho e o violão sempre foram a base do gênero”. Jubran lembra que um conjunto regional é geralmente formado por um ou mais instrumentos de solo, como a flauta, ou o bandolim, ou o cavaquinho, cuja função é executar a melodia. “Um ou mais violões de seis cordas, juntamente com outro violão de sete, formam a base do conjunto. Além de todos eles, o pandeiro, que não poderia faltar como marcador do ritmo.”
Ouça o podcast nos links acima.
Este podcast reproduz o programa Olhar Brasileiro foi ao ar pela Rádio USP (93,7 MHz), no dia 12 de novembro de 2023. Dedicado à divulgação da música popular brasileira, Olhar Brasileiro vai ao ar sempre aos domingos, às 10 horas, com reapresentação na terça-feira, à 0 hora, inclusive via internet, através do site da emissora. Às quintas-feiras ele é publicado em formato de podcast no Jornal da USP. O programa é produzido e apresentado pelo pesquisador Omar Jubran.
As edições anteriores de Olhar Brasileiro estão disponíveis neste link.