Crescimento urbano desordenado aproxima cidades de riscos ambientais e sanitários

Avanço sobre áreas naturais traz animais silvestres para o ambiente urbano e favorece a disseminação de doenças, além de comprometer recursos como a água

 Publicado: 23/03/2026 às 7:31
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O professor Paulo Saldiva explica que a expansão desordenada das cidades está reduzindo a separação entre áreas urbanas e naturais, criando zonas de contato cada vez mais imprecisas. Com isso, animais silvestres, como capivaras, aves e morcegos, passam a ocupar espaços urbanos em busca de alimento e sobrevivência.

Esse processo também favorece a chegada de doenças antes restritas a áreas rurais ou florestais, como leishmaniose, raiva e febre maculosa, agora presentes nas cidades e, em alguns casos, transmitidas por animais domésticos ou silvestres. Além disso, a ocupação irregular de mananciais e o despejo de esgoto comprometem a qualidade da água, aumentando problemas de saúde, como diarreias.

O cenário reflete um desequilíbrio ambiental causado pelo crescimento urbano acima da capacidade dos ecossistemas, exigindo melhor planejamento do uso do solo para evitar o agravamento de riscos à saúde pública.


Saúde e Meio Ambiente
A coluna Saúde e Meio Ambiente, com o professor Paulo Saldiva, vai ao ar toda segunda-feira às 8h, quinzenalmente, na Rádio USP (São Paulo 93,7 ; Ribeirão Preto 107,9 ) e também no Youtube, com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.

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