
Nesta quarta-feira, dia 11 de março, o presidente do Fundo Sasakawa de Bolsas para Jovens Líderes (SYLFF, na sigla em inglês), Yohei Sasakawa, visitou a Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) para conhecer pesquisas desenvolvidas por bolsistas do fundo.
Há quase quatro décadas, o SYLFF oferece bolsas de estudo para alunos de pós-graduação em mais de 40 países, com foco em pesquisas nas áreas de ciências humanas e ciências sociais aplicadas.
“Na USP, desde 1988, o Fundo Sasakawa já apoiou cerca de 200 estudantes de pós-graduação da área de humanidades, empoderando jovens líderes em relações internacionais, políticas públicas e desenvolvimento social. Seus esforços têm expandido o acesso à educação de qualidade e fomentado a cooperação internacional. Somos bastante orgulhosos de ser parte da comunidade de mais de 60 universidades do mundo a serem beneficiadas pelo SYLFF”, afirmou o reitor Aluisio Segurado ao se encontrar com Sasakawa.
No encontro, bolsistas e ex-bolsistas de diferentes gerações apresentaram suas pesquisas e falaram sobre como o apoio do fundo colaborou para o desenvolvimento do conhecimento em diferentes áreas.
“Fiquei profundamente emocionado e feliz ao ouvir o que foi apresentado pelos bolsistas e ex-bolsistas. O fundo, ao longo de tantas décadas, manteve a oferta de recursos para apoiar os pesquisadores e, graças ao entusiasmo e empenho de professores e estudantes da USP, hoje, temos líderes atuando na linha de frente da sociedade e da academia, em benefício deste País”, afirmou Sasakawa
A diretora da FEA, Maria Dolores Montoya Diaz, ressaltou que “em 2026, a FEA completa 80 anos de existência, e o Fundo Sasakawa está ao nosso lado por quase metade desse tempo, investindo nas pessoas. A ilustre presença de Yohei Sasakawa, além de emocionante, é inspiradora tanto para os bolsistas atuais quanto para os do passado”.

Entre os ex-bolsistas estavam os professores do Departamento de Administração da FEA, Moacir de Miranda Oliveira Junior e José Roberto Ferreira de Savoia; Gabriela Nobre Dias, que recentemente obteve o doutorado em Administração; e Marici Sakata. Também falaram sobre suas experiências os atuais bolsistas, Alexandre Joviniano Santos, mestrando da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), e Ângela Boa Morte Costa Brás, mestranda da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH).
Fundo Sasakawa
Criado em 1987, o Fundo Sasakawa de Bolsas para Jovens Líderes (SYLFF, na sigla em inglês) desenvolve programas em 69 universidades em todo o mundo para apoiar estudantes de pós-graduação que desenvolvam pesquisas abordando temas como mudanças climáticas, desenvolvimento socioeconômico e relações internacionais. O objetivo é contribuir para a formação de jovens líderes íntegros, capazes de enfrentar os desafios globais e fazer a diferença em seus países.
Nascido no Japão, Yohei Sasakawa é conhecido por sua bem-sucedida carreira como empresário e por seu papel na filantropia mundial – ele é o presidente da Nippon Foundation, uma das maiores organizações sem fins lucrativos da Ásia.
Também é reconhecido por sua dedicação à erradicação da hanseníase e à eliminação do estigma social associado à doença, sendo o embaixador da Boa Vontade da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Eliminação da Hanseníase. “A hanseníase é uma doença conhecida pela humanidade há milênios e que carrega um estigma que leva ao preconceito, ao isolamento. Tenho ainda como meta de vida contribuir para livrar o Brasil dessa doença”, afirmou Sasakawa.
Além de visitar a USP, o filantropo está no Brasil para participar da Conferência Nacional de Alto Nível em Hanseníase, que acontece entre 12 a 14 de março, no Rio de Janeiro. O evento é promovido pela Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, pelo Ministério da Saúde e pela Fundação Sasakawa e tem o objetivo de elaborar diretrizes para erradicar a doença no Brasil – segundo país com o pior indicador de hanseníase do mundo.
“Como médico infectologista, eu preciso destacar a profunda relevância de seus esforços na luta contra a hanseníase e o estigma social associado à doença. Seu trabalho para eliminar a transmissão da lepra e combater o estigma por meio de parcerias com governos, universidades e sociedade civil tem sido muito inspirador, e seu legado se estende muito além do setor de saúde. Ao promover a igualdade social, defender os direitos humanos e investir na educação, Sasakawa incorpora os mesmos valores nutridos por nossa Universidade”, disse Segurado.


























