Hanseníase é doença endêmica no País

População deve buscar diagnóstico de enfermidade infectocontagiosa que possui tratamento e cura pelo SUS

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O Brasil é o segundo país em número de casos de hanseníase, antes chamada de lepra.

Anualmente, são descobertas de 25 a 28 mil novas infecções. Segundo a coordenadora geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde, Carmelita Ribeiro, a doença ainda é endêmica no País e falta preocupação com o diagnóstico precoce.

A enfermidade infectocontagiosa se manifesta pelo aparecimento de manchas na pele, provocando perda total ou grande insensibilidade na região, o que pode levar à incapacidade física.

Muitos dos casos têm diagnóstico tardio e a transmissão é feita principalmente entre a família, que, pelo contato direto e constante, acaba por receber os bacilos causadores da doença em grande quantidade até o seu desenvolvimento.

Mão de indivíduo infectado com lepra limítrofe/borderline – Foto: Domínio Público via Wimedia Commons

A doença é curável e tem tratamento gratuito pelo SUS. Aos casos mais brandos, de diagnóstico precoce, são ministradas, durante seis meses, duas drogas que matam os bacilos. Para os casos de maior gravidade, o tratamento é de 12 meses, com três drogas. Após esse estágio, o paciente passa a receber mensalmente uma cartela de medicamento durante seis meses e, ao final desse período, recebe alta pela cura.

A especialista enfatiza a necessidade de buscar unidades de saúde assim que se identificar as manchas na pele, para evitar um diagnóstico tardio, transmissão para outros familiares e as consequências da perda da sensibilidade.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

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