
Nesta terça-feira, dia 10 de março, o novo cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Kevin Murakami, visitou a USP e foi recebido pelo reitor Aluisio Segurado e pelo presidente da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional (Aucani), Carlos Gilberto Carlotti Junior.
“Os Estados Unidos são, há muitos anos, um parceiro estratégico da nossa Universidade, uma parceria que não se limita aos pesquisadores e às universidades, mas inclui também as empresas e instituições americanas”, afirmou o reitor.
À frente do Consulado desde o final do ano passado, Murakami afirmou: “É a primeira chance que tenho de visitar a Reitoria e reforçar o nosso apoio. Reconhecemos o prestígio da Universidade e essa parceria é muito importante para nós. É uma relação de décadas, de gerações, e estamos aqui para aprender mais sobre a USP, descobrir como podemos ajudar e ampliar a colaboração”.
Durante o encontro, além de mencionar parcerias consolidadas da USP com universidades americanas e a participação em programas como o Fulbright e o David Rockefeller Center for Latin American Studies, os dirigentes também discutiram novas oportunidades. “As universidades americanas são as principais parcerias da USP. Nossa intenção é incrementar ainda mais essa cooperação, aumentando as oportunidades de parceria em todas as áreas e a mobilidade entre docentes, pesquisadores e estudantes”, ressaltou o presidente da Aucani.
Também participaram da visita o assessor para assuntos culturais, Wesley Oliveira, e o assessor para Educação e Intercâmbio, Marcos Hirata.
Parceria estratégica
A adida cultural RaeJean Stokes lembrou que o Consultado terá, em breve, um espaço representando os Estados Unidos no Centro Intercultural Internacional da USP. “Estamos muito entusiasmados com essa possibilidade. Será um espaço pequeno, mas que representará nossa presença na Universidade, um espaço para realizar encontros e outras atividades. Será um forte símbolo da nossa parceria, especialmente neste ano em que comemoramos os 250 da Independência dos Estados Unidos”, ressaltou RaeJean.
O reitor apontou que essa poderia ser uma boa oportunidade para a realização de eventos conjuntos para celebrar a data e defender valores compartilhados pelos dois países, como liberdade e democracia. Outro ponto levantando pela adida foi o nível de proficiência na língua inglesa de estudantes de graduação e pós-graduação, que tem se mostrado um desafio para o ensino superior brasileiro. Sobre esse aspecto, Carlotti apresentou o projeto English@USP, que oferece cursos on-line de inglês para alunos de graduação e pós-graduação, em todos os níveis.

Inteligência artificial
Uma área de interesse mútuo é a de Inteligência Artificial (IA). Segurado comentou que a Universidade está estruturando um escritório que definirá as diretrizes para a incorporação da IA nas atividades acadêmicas e administrativas da USP, com ética e responsabilidade, tornando os processos mais eficientes e regulamentando a utilização correta dessas novas tecnologias na rotina acadêmica.
“Incorporar a IA nas nossas diversas atividades é um problema contemporâneo e pretendemos fazer isso de forma apropriada, orientando estudantes, docentes e servidores, compartilhando as melhores práticas com outras universidades. Acreditamos que podemos ser uma referência nesse sentido para outras universidades brasileiras e ficaríamos felizes se pudéssemos encontrar parcerias entre as instituições americanas”, disse o reitor.
Em relação às pesquisas desenvolvidas pela Universidade na área de IA, o reitor apresentou o Centro de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina (CIAAM), que integra diversos grupos e centros de pesquisa sobre inteligência artificial da Universidade. Tanto a USP quanto o Consulado mostraram interesse em desenvolver parcerias nessa área.
O cônsul-geral expressou uma preocupação com questões que ameaçam a liberdade acadêmica, como sigilo de informações confidenciais, uso indevido de tecnologia e espionagem científica. Sobre esse assunto, o reitor explicou que a Universidade criou, na gestão passada, o Escritório de Integridade e Proteção da Pesquisa, responsável por definir as diretrizes e orientar a atuação dos pesquisadores em casos de possíveis conflitos de interesse, proteção de informações sigilosas e parcerias. “O escritório fornece os critérios para o compartilhamento de informações de maneira clara, explicitando os limites e os cuidados que devem ser tomados por todos os pesquisadores da Universidade”, afirmou Segurado.

























