Padminton, roundnet e manbol: Centro Esportivo da USP expande acesso a modalidades alternativas

O “Festival Universitário de Modalidades Alternativas” é uma das ações do Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepeusp) para difusão do esporte universitário; as inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até sábado, 7, dia do evento

 Publicado: 03/03/2026 às 17:07
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Descrição: Um homem, em foco, de frente e um garoto de costas praticam Roundnet em um espaço aberto. Entre eles, há uma mini cama elástica e uma bola laranja paira no ar. Ao fundo, outras pessoas, fora de foco, também praticam o esporte.
Pessoas da comunidade de roundnet da Baixada Santista praticando o esporte – Foto: Reprodução/Instagram

 

Nesta semana, o Centro de Práticas Esportivas (Cepê) da USP sediará o Festival Universitário de Modalidades Alternativas, um encontro que possibilita a prática e o aprendizado de modalidades esportivas alternativas e menos difundidas na cultura esportiva brasileira, como o padminton. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas, por meio deste link, até o dia 7 de março.

Criado com o intuito de estimular a prática esportiva, o festival visa também estimular o surgimento e o fortalecimento de espaços para práticas mais espontâneas, autogeridas, e sua incorporação como um valor e hábito ao longo da vida. Esta será a segunda edição do festival.

As modalidades alternativas que serão oferecidas serão o padminton, o roundnet e o manbol. Criado no começo deste século na Coreia do Sul, o padminton é jogado com uma raquete e peteca. O esporte mistura o tênis de mesa com o badminton, no qual o objetivo é evitar que a peteca caia na sua área.

Criado em 1989, nos Estados Unidos, o roundnet é um esporte similar ao voleibol, no qual, em volta de uma cama elástica circular que fica próxima ao chão, o objetivo das duas duplas adversárias é fazer a bola bater na rede e cair no chão de maneira que a dupla adversária não consiga defender.

O manbol, por outro lado, é um esporte brasileiro criado em 1992, em Belém do Pará. Também similar ao voleibol, utiliza duas bolas ovais, similares a uma manga. Daí a origem do nome! A prática, que surgiu como uma brincadeira, foi reconhecida como esporte em 2016, por meio de uma lei aprovada pela Câmara Municipal de Belém. O esporte é jogado com as mãos, por duplas ou trios adversários, separados por uma rede similar à do voleibol.

A equipe marca quando a bola toca o chão da quadra adversária ou quando a bola é lançada fora dos limites da quadra. Caso ambas as equipes marquem na mesma jogada, o ponto é repetido.

Aprender e jogar

Marcos Vinicius Moura e Silva – Imagem: Reprodução/Youtube

Segundo Marcos Vinicius Moura e Silva, educador do Cepeusp e um dos organizadores do evento, por meio de um sistema de rodízio e minitorneios, os participantes irão participar das três modalidades, nas quais eles formarão equipes e irão desafiar outros times. “Em cada modalidade terá um tempo de aprendizado e um tempo de jogo. No ano passado tivemos um formato parecido. A ideia é essa, aprender e jogar”, afirma o professor.

Para ele, a concepção é estimular a vida ativa no contexto universitário. “Menos de 10% dos discentes estão vinculados às atléticas. Então, precisamos estimular a atividade física e esportiva. Ao mesmo tempo, o Cepeusp não daria conta de atender toda a comunidade, logo, precisamos estimular práticas mais espontâneas que possam ser praticadas em todo o campus e para além dele”, recomenda o educador.

No contexto universitário, a participação das mulheres é ainda menor. Um levantamento, realizado a partir de dados de atletas vinculados às 27 associações atléticas filiadas à Liga Atlética Acadêmica da Universidade de São Paulo (LAAUSP), revela uma significativa discrepância entre a participação de homens e mulheres no esporte universitário nas diferentes unidades da Universidade.

Os resultados foram apresentados no II Encontro de Política de Esporte das Universidades Públicas Paulistas, realizado em 2025, no Cepeusp e na Biblioteca Brasiliana. O encontro teve como objetivo conhecer as políticas esportivas atuais de cada universidade, compartilhar práticas, dialogar sobre as perspectivas e possibilidades da política de atividades físicas e esportivas.

Descrição: Gráfico de colunas, subdivididas entre homens, em vermelho, e mulheres, em azul. O gráfico mostra o número de estudantes filiados às atléticas de acordo com o gênero, no geral, as mulheres tem uma participação menor que a dos homens. Exceto no Instituto de Relações Internacionais, na Faculdade de Odontologia, na Faculdade de Saúde Pública, na Faculdade de Arquitetura e na Faculdade de Educação, nos quais, dentre as 24 atléticas, a participação das mulheres é maior.
Os dados utilizados para realizar o cruzamento foram coletados pela associações atléticas e relacionados aos dados dos estudantes associados em 2024 – Imagem: cedida pelo educador
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Para Marcos Silva, o II Encontro de Política de Esporte das Universidades Públicas Paulistas, realizado em conjunto com as universidades paulistas e com a Universidade Federal do ABC (UFABC), foi muito produtivo por expandir o debate entre as universidades. Além das discussões, as reuniões tiveram como objetivo a elaboração de uma carta de apontamentos para as políticas esportivas universitárias, ainda em elaboração.

Neste ano, segundo ele, espera-se que cerca de 100 pessoas participem do Festival Universitário de Modalidades Alternativas.

“No ano passado ele foi realizado em abril, com apoio do Edital de Fomento de Ações de Inclusão e Pertencimento da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP). A perspectiva é de realização anual, como um evento de recepção para a comunidade USP, pois a realização de modalidades alternativas permite que mais pessoas se sintam à vontade para praticar, devido ao aprendizado conjunto”, afirma o docente ao Jornal da USP.

O Festival Universitário de Modalidades Alternativas é promovido pelo Cepeusp, por meio do Programa de Desenvolvimento Humano pelo Esporte (Prodhe). O evento acontecerá no dia 7 de março, das 9 às 12 horas, no Cepeusp, localizado na Cidade Universitária.

*Estagiário sob supervisão de Silvana Salles e Antonio Carlos Quinto


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