O plano de paz para o conflito entre Israel e Hamas é o tema desta coluna do professor Alberto do Amaral, que faz um breve resumo dos principais pontos do acordo que foi costurado pelo presidente dos EUA, que na última sexta-feira (3) deu um ultimato para o grupo palestino aceitar os termos do mesmo, ou a alternativa seria um banho de sangue, como qualificou o próprio Donald Trump. “O Hamas, sob pressão do presidente Trump e sob pressão dos países árabes, considerou o plano de paz adequado, aceitou o referido plano, que é uma boa oportunidade para um cessar fogo. Na verdade, o plano de paz é muito mais uma estrutura para negociações futuras do que propriamente um cessar-fogo”, observa o colunista, antes de prosseguir:
“O Hamas aceitou alguns pontos, outros pontos estão pendentes, mas principalmente aceitou devolver os reféns, cerca de 48 reféns vivos e mortos, cerca de 20 reféns vivos e os restantes reféns mortos pelo Hamas durante os últimos dois anos. Alguns pontos ainda estão pendentes, como o desarmamento do Hamas e a administração do território palestino, que o Hamas qualifica como sendo uma verdadeira ocupação, não concorda com a força internacional de estabilização, embora concorde com a entrega da administração do território de Gaza para uma força tecnocrata.
É importante ressaltar aqui que um cessar-fogo é muito bem-vindo no momento em que se completam dois anos dos atentados terroristas de 7 de outubro de 2023, atentados terroristas esses que culminaram com 250 reféns e com 1.200 mortos. Esta é uma boa oportunidade para que se construa uma paz no Oriente Médio a partir de um cessar-fogo e da possibilidade, no futuro, de um Estado palestino convivendo com o Estado de Israel.”
Um Olhar sobre o Mundo
A coluna Um Olhar sobre o Mundo, com o professor Alberto Amaral, vai ao ar quinzenalmente, terça-feira às 8h, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9 ) e também no Youtube, com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.
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