
Você já sentiu os olhos cansados, secos ou até dor de cabeça depois de passar horas no computador ou no celular? Esses sintomas podem indicar a chamada síndrome da visão computacional, também conhecida como fadiga ocular digital. O problema é cada vez mais comum em uma sociedade hiperconectada. De acordo com a Associação Brasileira de Oftalmologia, até 90% das pessoas que usam telas por mais de duas horas por dia apresentam algum sintoma da síndrome.

O oftalmologista Eduardo Rocha, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, especialista em distúrbios da lágrima e superfície ocular, diz que, entre os sintomas estão olho seco, dor de cabeça e visão embaçada. Para prevenir e aliviar os sintomas, é importante adotar algumas medidas, como fazer pausas regulares, e é importante cada pessoa respeitar o seu limite.
O uso de dispositivos digitais como celular, tablets e computadores faz com que pisquemos menos, diminuindo a lubrificação dos olhos, deixando a visão embaçada, ressecada e com ardência. O lubrificante pode ajudar a limpar a visão. Outra dica importante é o ajuste do brilho e do contraste da tela.
Outros desconfortos
Além do olho seco, a síndrome pode causar dor nos ombros, no pescoço e até interferir na qualidade do sono, já que a luz azul das telas afeta a produção de melatonina, o hormônio responsável pela regulação do mesmo. Outras dicas incluem manter a tela ao nível dos olhos e usar filtros de luz azul, sem falar dos óculos com lentes coloridas que trazem mais conforto, mas o especialista da USP explica os cuidados com esses acessórios.
A verdade é que nossos olhos não foram feitos para ficar tantas horas focando em pontos tão próximos e luminosos. Enquanto costumamos piscar de 15 a 20 vezes por minuto normalmente, esse número cai pela metade ou até mais quando estamos olhando para o celular.
A síndrome da visão computacional é reflexo do nosso tempo, hiperconectado, mas não precisamos aceitar esse desconforto como normal. Cuidar dos olhos é cuidar da nossa qualidade de vida.
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