
.
O Laboratório de Análise Internacional Bertha Lutz (LAI), criado por alunos do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da USP, está organizando o SimuLAI 2025, evento que terá como tema Mudança na Ordem Mundial: A Instabilidade da Diplomacia e Suas Contradições. A meta é reunir, como nas edições anteriores, os estudantes, a comunidade USP em geral e o público externo em um amplo debate aos moldes do que é realizado na Organização das Nações Unidas (ONU). O evento vai ser realizado nos dias 23 e 24 de agosto (sábado e domingo), das 8 às 18 horas, no Edifício de Ciências Sociais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, na Avenida Prof. Luciano Gualberto, 315, no bairro do Butantã, em São Paulo. Podem participar estudantes do ensino superior de qualquer área, basta fazer a inscrição pelo formulário on-line neste link. As vagas são limitadas.
“O SimuLAI é um projeto anual de simulações de Modelo Nações Unidas organizado pelo Laboratório de Análise Internacional Bertha Lutz”, explica Janina Onuki, orientadora do LAI e professora do Departamento de Ciência Política da FFLCH. “A sua primeira edição foi realizada em 2023. É uma experiência pedagógica que permite aos participantes aplicar conhecimentos teóricos em uma dinâmica de simulação MUN (Model United Nations), que são debates no modelo realizado nas organizações internacionais, como a ONU.”
A iniciativa, segundo observa a orientadora, busca desenvolver habilidades de diplomacia, de negociação e de resolução de conflitos, além de estimular o pensamento crítico sobre temas globais. “O projeto visa promover o intercâmbio entre alunos de diferentes formações, complementar o conhecimento acadêmico em relações internacionais e incentivar o desenvolvimento pessoal e profissional.”
“A edição de 2025 tem quatro comitês que dialogam com o tema geral do evento. Entre eles, a Assembleia Geral da ONU, voltada ao ensino médio (vagas esgotadas), discute a guerra digital. Para o ensino superior, os temas incluem o genocídio em Ruanda, a Guerra do Peloponeso e a criação da ONU. Adicionalmente, há o comitê de imprensa e intervenção que simula contextos de crise e produz materiais jornalísticos, aproximando o debate da realidade”, explica Maria Luísa Pimenta Amichi, estudante de Relações Internacionais e secretária de organização do SimuLAI.
Conhecimento acessível
Fundado em 2019 por estudantes do IRI-USP, o LAI Bertha Lutz é uma entidade estudantil de extensão universitária, cujas diversas ações são desenvolvidas com o objetivo de tornar o conhecimento em relações internacionais mais acessível e disponível a um público amplo.
Hoje, o laboratório é composto de quase 80 integrantes entre alunos do bacharelado em Relações Internacionais, de outros cursos e unidades da USP e, até mesmo, de outras instituições de ensino superior. O LAI subdivide-se em cinco núcleos: Comunicação, Educação, Eventos, Pesquisa e Revista. Cada um com seu nicho específico de atuação e suas respectivas iniciativas.
“De modo geral, as iniciativas da instituição têm como norte a democratização do acesso ao conhecimento no campo das relações internacionais e a democratização do acesso ao ensino superior” , esclarece a orientadora.
Em sua edição atual, o SimuLAI busca uma expansão em porte e alcance. “Seguindo o tema Mudança na Ordem Mundial: A Instabilidade da Diplomacia e Suas Contradições, a futura aplicação do projeto será feita a partir da estruturação de quatro comitês de simulação, sendo que um deles terá, pela primeira vez, um caráter voltado à participação exclusiva de estudantes do ensino médio”, destaca Janina. “Portanto, espera-se que o SimuLAI 2025 destaque-se no ecossistema da USP e no meio acadêmico como um todo por se consolidar como uma iniciativa estudantil com êxito na difusão da área de relações internacionais e de seus conhecimentos concernentes, bem como na promoção de um ambiente de interação acolhedor e inclusivo para estudantes das mais distintas formações e trajetórias, do ensino médio ao superior, da rede pública à privada.”
Direitos da mulher
Nome dado ao laboratório dos estudantes de Relações Internacionais, Bertha Lutz teve papel central na luta pelos direitos políticos das mulheres no Brasil, incluindo a conquista do direito ao voto feminino, instituído no País em 1932. Nasceu em São Paulo em 1894, formou-se em Biologia pela Sorbonne (França) e trabalhou no Museu Nacional. Em 1919, fundou a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher, mais tarde transformada na Federação Brasileira pelo Progresso Feminino.
Também representou as brasileiras em eventos internacionais. E em 1936 assumiu mandato de deputada federal, defendendo igualdade salarial entre gêneros, licença-maternidade de três meses e redução da jornada. Morreu em 1976, no Rio de Janeiro. Em 2001, o Senado criou o Diploma Bertha Lutz, concedido anualmente a pessoas que se destacam na defesa de direitos das mulheres e nas questões de gênero.
As inscrições para quem quiser participar do SimuLAI podem ser realizadas on-line neste link. Para mais informações sobre o LAI Bertha Lutz da USP acesse a página do laboratório.
.
Com informações da Agência Senado

























