Na coluna desta semana, o professor José Eli da Veiga comenta sobre o que poderá sair da COP30, mas destaca que qualquer tipo de previsão não pode ser feita antes do fim de setembro. Ele explica que havia um prazo para que todos os países apresentassem as suas contribuições nacionais, as NDC’s, porém o prazo venceu em fevereiro e só 18 cumpriram. “Na prática 17, porque os Estados Unidos, o Biden tinha entregue a NDC em dezembro do ano passado e evidentemente agora, com a saída dos Estados Unidos, na prática são 17.”
O professor ressalta que estão faltando 170 países, que correspondem a quase 90% das emissões mundiais. “Isso é um obstáculo muito grande para que se faça qualquer tipo de especulação sobre o que poderá resultar da COP30. Mesmo assim, ele acredita que o possível Acordo de Belém seja muito positivo e faça apostas muito importantes para o futuro. “O motivo principal é que há neste momento um grande avanço das energias renováveis, principalmente da energia fotovoltaica, da solar fotovoltaica. Está para sair um livro em agosto, nos Estados Unidos, que mostra isso com detalhes. O quanto foi importante, por exemplo, o avanço nos últimos dois anos e o avanço neste ano ou até no máximo no começo do ano que vem.”
Mas o colunista lembra que ele se refere fundamentalmente à eletricidade, ou só à eletricidade. “A eletricidade é um quinto do consumo final de energia no mundo. Então, por exemplo, quando se faz um painel solar ou uma torre eólica, a produção exige combustíveis fósseis, porque exige o carvão, e basicamente é metalurgia. Isso vai continuar durante muito tempo. Essa simbiose, quer dizer, aumenta a energia nova, promissora, só que ela mesmo aumenta também a demanda”, conclui.
Corpo e Movimento
A coluna Corpo e Movimento, com o professor José Carlos Farah, vai ao ar quinzenalmente terça-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 ; Ribeirão Preto 107,9) e também no Youtube, com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.
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