Marisa Midori fala sobre o editor Jiro Takahashi e a Coleção Vaga-Lume

Professora abordou a histórica série da Editora Ática e o novo biografado da coleção Editando o Editor, da Com-Arte

 27/06/2025 - Publicado há 9 meses     Atualizado: 30/06/2025 às 16:04
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A Coleção Vaga-Lume, da editora Ática, foi um sucesso editorial sem precedentes no Brasil entre os anos 1970 e 1980. E por trás dela estava o editor Jiro Takahashi. E foi sobre a coleção e seu editor que a colunista Marisa Midori falou esta semana. E a coluna da professora começou com uma pergunta instigante: “Você sabem como os editores da Ática testavam a qualidade das histórias publicadas na Coleção Vaga-Lume? Ou, pelo menos, dos primeiros títulos prospectados para a Coleção?”, questionou Marisa Midori, para responder em seguida: “Eles preparavam o texto na forma de uma apostila, com uma tiragem de 3.000 exemplares, e distribuíam esses textos para os estudantes de várias escolas. O critério para saber se a história podia dar certo na Coleção era saber em quanto tempo os jovens leitores devolviam a apostila lida. Liam em um dia! Sucesso estrondoso? Três dias? Uma semana? A leitura se arrastava num sem fim… mau sinal!”, conta ela. “A Série Vaga-Lume foi projetada para vender 30 mil exemplares de cada título. O primeiro título testado foi A Ilha Perdida, de Maria José Dupré. O resultado do teste quem comenta é Jiro Takahashi, importante editor da Ática: ‘Em quase todas as classes, os professores se espantavam: Mas já leram? Vimos que aquele livro ia estourar. Coração de Onça e Éramos Seis já estavam testados’. E assim nasceu a Série Vaga-Lume. Uma coleção editorial voltada para o público juvenil, criada em 1973, que fez história, e formou muitos leitores, como eu”, contextualiza professora.

E Takahashi é justamente o nome biografado no novo volume de Editando o Editor, coleção da Com-Arte, a editora laboratório da Escola de Comunicações e Artes da USP (ECA-USP). “Eu posso dizer que fiz com este volume da Com-Arte como os jovens leitores, quando descobriram A Ilha Perdida. Devorei este livro da Série Editando o Editor. O trabalho executado por Thiago Mio Salla, meu colega de Departamento e da Com-Arte, juntamente com sua orientanda Ana Claudia Almeida é primoroso, faz jus à grande figura cuja história eles imprimem nestas páginas”, afirma a colunista. “Porque a coleção tem esta característica muito peculiar: embora geralmente os textos se apresentam na primeira pessoa, eles são fruto de um trabalho autoral que consiste em dar vida e, às vezes, profundidade a uma narrativa construída, primeiro, oralmente, em tom de relato, conversa, entrevista. Então esse trabalho de registro e de pesquisa iconográfica é muito importante”, finaliza Marisa Midori.


Bibliomania
A coluna Bibliomania, com a professora Marisa Midori, vai ao ar quinzenalmente, sexta-feira às 9h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9 ) e também no Youtube, com produção da Rádio USP,  Jornal da USP e TV USP.

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