

Um estudo realizado pelo Sistema Estadual de Análise de Dados de São Paulo (Seade) analisou a dinâmica da população paulista entre 1920 e 2022. Os critérios utilizados foram o crescimento vegetativo — a diferença entre nascimentos e mortes — e o saldo migratório, obtido a partir do balanço entre imigrantes e emigrantes. Segundo o órgão, São Paulo apresentou crescimento de 0,15% entre 2010 e 2022, por exemplo.
O Seade aponta que as mudanças demográficas foram impulsionadas por fatores como urbanização, industrialização e desenvolvimento regional, as quais fizeram com que o Estado se tornasse o principal polo urbano e industrial do Brasil. No ano passado, a região paulista representou 31% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Urbanização
No período de 1980 a 2022, o crescimento populacional nas áreas de cidade passou de 88,6% para 97% no Estado de São Paulo. O valor equivale a cerca de 43,1 milhões de pessoas vivendo em território urbano, marcado por baixa fecundidade, longevidade em aumento consecutivo e padrões complexos de mobilidade interna.
Os bons resultados no plantio de café foram os primeiros atrativos para o deslocamento de pessoas rumo à região, ainda no século 19. As linhas ferroviárias inauguradas no território, que iam em direção ao litoral, fizeram com que mais pessoas (dos investidores aos trabalhadores nas produções do chamado “ouro verde”), bancos e outros serviços se fixassem na capital. A vinda de estrangeiros para substituir a mão de obra escravizada nas lavouras — e posteriormente para atuar nas fábricas — também foi um fator que contribuiu para o cenário e as dinâmicas da metrópole mais populosa do País. Segundo o Seade, até 1970, a capital foi o grande polo de atração populacional. Entretanto, após esse período, a área perdeu atratividade e seu saldo migratório diminuiu.
População
De 2010 a 2022, essa tendência se consolidou, como demonstrado pela fundação citada. Com um grupo de pessoas diversificado e uma união de culturas, São Paulo apresenta uma fecundidade em queda — cerca de 1,56 filho por mulher em 2021 —, enquanto a longevidade cresce: 77,2 anos em 2023.
Essa realidade demanda novas soluções de políticas públicas para a população e a organização no espaço urbano. O Seade elenca a reorientação dos serviços de saúde para o cuidado com o grupo etário mais velho, maior acessibilidade, serviços, áreas de lazer e moradias adaptados, além da Previdência e assistência social, como os principais desafios nesse gerenciamento.
*Sob supervisão de Cinderela Caldeira
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