

De acordo com pesquisa da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), nos últimos 40 anos a concentração de óbitos entre idosos cresceu no Estado de São Paulo. Com base nos registros dos cartórios dos 645 municípios paulistas, a taxa de mortalidade da população paulista apresenta queda consistente nas últimas décadas, exceção ao período da pandemia de covid-19.
Desigualdade etária
A queda nos índices indica uma melhora considerável no sistema de saúde do Estado. Entretanto, a redução é desigual entre as faixas etárias. Entre os menores de 15 anos, o número de óbitos está em declínio desde 1980, quando representava 25% do total, passando para apenas 2% em 2024.
Por outro lado, na população paulista entre 15 a 64 anos, a participação caiu de 39% para 31% no mesmo período. Entre os idosos, a relação total anual quase dobrou: aumentou de 35% para 67%.
Crescimento acelerado
A análise da Fundação Seade conclui que, em quatro décadas, houve redução das taxas de mortalidade, diminuição das mortes precoces, bem como crescimento e envelhecimento da população paulista. Além disso, a pesquisa indica um ritmo de crescimento da população paulista cada vez maior, além de uma alteração na estrutura etária estadual.
Enquanto o grupo mais jovem, com idade de 0 a 14 anos, diminuiu, as demais faixas cresceram a taxas superiores às da população total. De acordo com o instituto, o fenômeno é consequência da queda da fecundidade, da extensão das gerações formadas anteriormente, dos saldos migratórios mais intensos do passado e do progressivo aumento da expectativa de vida.
*Sob supervisão de Cinderela Caldeira e Paulo Capuzzo
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