Concentração de óbitos entre idosos aumenta no Estado de São Paulo

Dados da Fundação Seade apontam que, nas últimas quatro décadas, houve aumento na concentração de óbitos entre idosos, que pulou de 35% para 67%

 Publicado: 06/05/2026 às 10:56
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Imagem de idosos sentados lado a lado e olhando para a câmera, sendo que o primeiro dentre eles só aparece com as mãos segurando os joelhos, enquanto os outros ao seu lado aparecem um tanto desfocados
Em quatro décadas houve redução das taxas de mortalidade, diminuição das mortes precoces, bem como crescimento e envelhecimento da população paulista – Foto: .justica.pr.gov.br
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De acordo com pesquisa da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), nos últimos 40 anos a concentração de óbitos entre idosos cresceu no Estado de São Paulo. Com base nos registros dos cartórios dos 645 municípios paulistas, a taxa de mortalidade da população paulista apresenta queda consistente nas últimas décadas, exceção ao período da pandemia de covid-19.

Desigualdade etária

A queda nos índices indica uma melhora considerável no sistema de saúde do Estado. Entretanto, a redução é desigual entre as faixas etárias. Entre os menores de 15 anos, o número de óbitos está em declínio desde 1980, quando representava 25% do total, passando para apenas 2% em 2024.

Por outro lado, na população paulista entre 15 a 64 anos, a participação caiu de 39% para 31% no mesmo período. Entre os idosos, a relação total anual quase dobrou: aumentou de 35% para 67%.

Crescimento acelerado

A análise da Fundação Seade conclui que, em quatro décadas, houve redução das taxas de mortalidade, diminuição das mortes precoces, bem como crescimento e envelhecimento da população paulista. Além disso, a pesquisa indica um ritmo de crescimento da população paulista cada vez maior, além de uma alteração na estrutura etária estadual.

Enquanto o grupo mais jovem, com idade de 0 a 14 anos, diminuiu, as demais faixas cresceram a taxas superiores às da população total. De acordo com o instituto, o fenômeno é consequência da queda da fecundidade, da extensão das gerações formadas anteriormente, dos saldos migratórios mais intensos do passado e do progressivo aumento da expectativa de vida.

*Sob supervisão de Cinderela Caldeira e Paulo Capuzzo


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