Os óculos de realidade aumentada e outras considerações

Para se ter uma realidade aumentada, de verdade, é preciso muito processamento, afirma o professor Luli Radfahrer

 13/06/2025 - Publicado há 10 meses

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Nesta coluna, Luli Radfahrer, relembrando os óculos de realidade aumentada colocados no mercado por empresas como a Apple, diz o seguinte: “Para a gente ter uma realidade aumentada de verdade, uma coisa em que eu começo a olhar para uma mesa, olhar para rua e ter informação misturada com ela, informação de verdade, relevante e personalizada, eu preciso de muito processamento. A gente já tem alguns casos desses, quando você usa, por exemplo, o Google Maps e está andando na rua, levanta o celular, tira umas fotos da rua e ele te mostra a informação em cima daquilo. Isso é bem legal. Agora, para ter realidade aumentada de verdade, eu preciso de muito processamento de bastidor, provavelmente depende até de uma coisa que nem cabe no conteúdo desse programa, mas é telefonia em 6G e uma ‘cacetada’ de chips. Hoje em dia, a geopolítica mundial está sendo feita em cima de quem produz mais chip e quem gasta menos chip. Gasta-se uma fortuna com a energia para alimentar os sistemas de inteligência artificial que, no fundo, precisam rodar esses chips. Ela vai existir, mas ainda precisa de muita  infraestrutura por trás”.

E quanto à inteligência artificial, ela pode ajudar nesse cenário? “Assumindo que a gente tem um bom processamento de dados, ou seja, assumindo que o dado chega para você rápido, a interpretação do dado chega para você rápido, inteligência artificial em tempo real pode funcionar como um assistente de comunicação inteligente. E seria muito legal.”

Uma outra questão: qual será o impacto dessas tecnologias na comunicação profissional? “O ambiente profissional tende a ser o primeiro lugar onde as coisas acontecem. O zoom, por exemplo, já era conhecido no ambiente profissional, no ambiente das salas de reunião, muito antes da pandemia, e na pandemia ele ganhou popularidade. Eu acredito o seguinte: provavelmente é dentro das empresas que as pessoas vão se familiarizar com a tecnologia, o que é ótimo, porque quando essa tecnologia chegar no dia a dia da pessoa, ela já usou isso num contexto de fábrica, num contexto de escritório, num contexto de loja. A gente vai ter cada vez mais sistemas de comunicação mais naturais.”


Datacracia
A coluna Datacracia, com o professor Luli Radfahrer, vai ao ar quinzenalmente, sexta-feira às 8h, na Rádio USP (São Paulo 93,7 ; Ribeirão Preto 107,9 ) e também no Youtube, com produção da Rádio USP Jornal da USP e TV USP.

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