Em comemoração aos 100 anos da formulação da teoria quântica, por Werner Heisenberg e Erwin Schrödinger, a Unesco estabeleceu 2025 como o Ano Internacional da Ciência e Tecnologias Quânticas”. Vivemos uma segunda onda de tecnologias quânticas, ou tecnologias quânticas emergentes, com fortes impactos em ciência de informação. As perspectivas de substanciais incrementos de eficiência na computação, de mudanças de paradigmas na segurança das telecomunicações e de desenvolvimento de sensores mais sensíveis aplicados em uma multitude de áreas justificam iniciativas quânticas nacionais e regionais em todo o mundo.
A França tem uma bilionária iniciativa em curso há vários anos e o Brasil, apoiando-se na sua competência científica internacionalmente reconhecida, criou uma série de novas iniciativas. Os temas de investigação atuais, partilhados entre grupos com longos históricos de colaboração, envolvem matéria ultrafria e suas aplicações em interferometria e sensoriamento; materiais quânticos, nanotecnologia e
materiais bidimensionais, com interesse para novas fontes de fótons individuais assim como sensoriamento; geração de estados emaranhados da luz para comunicações; desenvolvimento de algoritmos de computação quântica, entre outros.
Ações:
O pilar conta com uma quinzena de docentes e pesquisadores doutores da USP e uma quinzena de pesquisadores do CNRS já envolvidos na proposta, com perspectivas de incrementar as equipes ao longo deste ano.
Em curto e médio prazo, a proposta é concentrar os esforços no desenvolvimento conjunto de interferometria atômica para gravimetria e gradiometria, em sensores de campo magnético, em estudos de fluidos
quânticos ultrafrios. Ao menos duas divisões do CNRS devem participar ativamente desse pilar: a de física e a de engenharia.
Coordenadores:
Paulo Nussenzveig
Instituto de Física da USP
























