Sol, Terra e Lua alinhados combinam eclipse lunar total e superlua

Especialista afirma que fenômenos podem ser vistos por grande parte da população e sem auxílio de equipamentos

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Quem não conseguiu observar o último eclipse total da Lua, que ocorreu em julho do ano passado, terá uma nova chance de assistir ao fenômeno. Na madrugada do dia 21 de janeiro, o Sol, a Terra e a Lua estarão alinhados e com a mesma inclinação, situação que permite a formação do eclipse lunar total, momento em que a Lua cheia fica na sombra da Terra. O fenômeno poderá ser visto das Américas, grande parte da Europa e da África Ocidental. Aqui no Brasil, ele poderá ser contemplado sem o auxílio de equipamentos, se as condições climáticas estiverem boas. Para entender a importância desses fenômenos, o Jornal da USP no Ar conversou com o professor Roberto Costa, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP.

Foto: Free-Photos via Pixabay – CC

O eclipse lunar total será acompanhado da superlua e, segundo o especialista, ambos podem ser vistos a olho nu, sem auxílio de equipamentos. Sobre o primeiro fenômeno, Costa explica que a Lua adquire uma cor avermelhada por causa da atmosfera terrestre, por onde parte dos raios solares atravessa e incide sobre o satélite, o que produz a coloração. Já na superlua ocorre a coincidência da Lua cheia com o instante em que o satélite está mais próximo da órbita da Terra, aparecendo maior e mais brilhante.  

Apesar do eclipse lunar ser bastante popular, o professor comenta que o fenômeno mais importante, para os pesquisadores e astrônomos, é o eclipse solar, pois é uma oportunidade de estudar o envoltório externo do Sol – chamado de coroa solar. Costa conta que o próximo eclipse solar total acontecerá no começo de julho, mas poderá ser visto somente no norte do Chile e da Argentina, já que a sombra da Lua sobre a Terra é muito pequena e só atinge poucas regiões; no Brasil será visto como parcial. Já o eclipse lunar pode ser visto por grande parte da população mundial.

As condições climáticas também influenciam na observação do eclipse. Costa afirma que durante o verão, principalmente no Sudeste, as chuvas se concentram na parte da tarde e início da noite. Por isso, as possibilidades de o clima não interferir na visualização do eclipse, que ocorre durante a madrugada, são altas. Porém, caso houver nuvens no céu, a visão pode ser comprometida.

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