O uso da inteligência artificial na educação cresce rapidamente no mundo. Nas principais universidades dos Estados Unidos e da União Europeia cerca de 90% dos alunos já utilizam IA, enquanto no Brasil o recurso é usado por 85% dos universitários, 70% dos estudantes do ensino médio e 40% do ensino fundamental. Esse avanço é impulsionado por grandes empresas de tecnologia e gera resistência de parte dos professores, principalmente por questões éticas, de imprecisão e transparência.
Apesar disso, é cada vez mais difícil ignorar a presença da IA, que já realiza tarefas tradicionais do ensino, como analisar informações, escrever textos, resumir conteúdos e programar. Por isso, especialistas defendem que as universidades ampliem o estudo da inteligência artificial para todas as áreas do conhecimento, e não apenas para a ciência da computação.
As mudanças tecnológicas também impactam o mercado de trabalho e o interesse dos jovens pela universidade. Em países como Estados Unidos e na Europa, muitos jovens preferem aprender na prática ou entrar mais cedo no mercado, priorizando habilidades e trajetórias profissionais em vez de diplomas. Diante desse cenário, universidades precisam se adaptar, como propõe a USP ao criar uma estrutura dedicada à integração da inteligência artificial nos cursos, preparando os estudantes para um mundo em transformação e evitando o aumento das desigualdades.
Observatório da Inovação
A coluna Observatório da Inovação, com o professor Glauco Arbix, vai ao ar quinzenalmente, terça-feira às 8h, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9) e também no Youtube, com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.
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