Nesta edição do programa Ambiente é o Meio, o professor do Instituto de Física da USP, Paulo Artaxo, compartilhou com os ouvintes sua análise da COP 30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática), realizada em Belém (PA) em novembro do ano passado, destacando que a conferência foi marcada por altos e baixos.
Para o professor, conflitos geopolíticos e tensões internacionais enfraqueceram o multilateralismo, dificultando acordos globais mais ambiciosos. Ainda assim, o Brasil retoma um protagonismo nas questões ambientais e climáticas, com forte participação de organizações da sociedade civil e uma presidência considerada eficiente.
Artaxo ainda afirma que as negociações climáticas continuam sofrendo forte influência de interesses econômicos, especialmente da indústria do petróleo, e critica o modelo de governança da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele alerta que, sem reduzir as emissões, o planeta pode aquecer até 3 °C e critica a defesa da exploração de petróleo na Amazônia, apesar do potencial brasileiro em energias renováveis.
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