Guerras e doenças: os impactos invisíveis dos conflitos armados

Além das batalhas, guerras criam condições que favorecem epidemias, aumentando adoecimento e mortes entre civis e soldados

 Publicado: 10/03/2026 às 12:45

Saúde e Meio Ambiente
A coluna Saúde e Meio Ambiente, com o professor Paulo Saldiva, vai ao ar toda segunda-feira às 8h, quinzenalmente, na Rádio USP (São Paulo 93,7 ; Ribeirão Preto 107,9 ) e também no Youtube, com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.

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Os impactos dos conflitos armados na saúde são um motivo de preocupação. Além das mortes e ferimentos, as guerras criam condições que favorecem a disseminação de doenças infecciosas: falta de água potável, escassez de alimentos, colapso do saneamento e grandes aglomerações de pessoas.

A história mostra isso claramente: na Guerra do Peloponeso, uma epidemia devastou Atenas; nos cercos medievais, soldados e civis sofriam com tifo e diarreias; na campanha napoleônica na Rússia, fome e doenças dizimaram tropas; e na Primeira Guerra Mundial, o deslocamento de soldados espalhou a gripe espanhola pelo mundo.

Esses exemplos revelam que as guerras provocam adoecimento e mortes muito além dos combates. É uma lição dura que seguimos testemunhando, destaca o professor Paulo Saldiva.


Saúde e Meio Ambiente
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