Centro de Práticas Esportivas da USP e Associação Brasil Parkinson (ABP) promovem Torneio de Tênis de Mesa

O evento ocorrerá no dia 18 de abril, das 9h às 12h, no Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepeusp)

 Publicado: 09/03/2026 às 19:24
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Duas raquetes e uma bolinha em uma mesa de tênis de mesa
Evento promove tênis de mesa para parkinsonianos, com inscrições abertas até o dia 3 de abril – Foto: Freepik

 

No próximo dia 18 de abril, no Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepeusp), em São Paulo, acontecerá o Torneio de Tênis de Mesa promovido em conjunto com a Associação Brasil Parkinson (ABP). Esta será a primeira vez que o Cepeusp realiza o evento em parceria com a ABP e o público-alvo será formado por pessoas acometidas pela doença de Parkinson. Mas aqueles que não possuem a doença estão convidados a assistir ao torneio. As inscrições custam R$ 30,00 e devem ser feitas pelo site do Cepeusp, no período de 9 de março a 3 de abril. Haverá premiação com troféus e medalhas.

Mulher amarela. cabelo à altura dos ombros sorridente
Professora Kátia Tanaka – Foto: Cedida pela professora

A ação é organizada por Kátia Tanaka, responsável pelo Departamento de Educação Física da Associação Brasil Parkinson. Kátia pesquisou a doença de Parkinson no mestrado e no doutorado, e está há 15 anos na ABP.

Quem também organiza o evento é o professor Carlos Bezerra de Albuquerque, que atua como assistente de direção do Cepeusp. Ele descobriu ter a doença em 2019, ano em que começou a frequentar a ABP. Foi onde encontrou, entre as diversas atividades da associação, o tênis de mesa. Assim, abriu no Cepeusp um curso especial da modalidade para pessoas com Parkinson. O professor ressalta: “É ótimo falar disso porque eu quero que quem tem a doença de Parkinson possa vir aqui, seja da USP ou não, [e participar] do nosso curso que ocorre às terças e quartas-feiras de manhã.”

Tênis de mesa e Parkinson

O tênis de mesa foi popularizado para parkinsonianos pelo músico croata-americano Nenad Bach. “Ele começou a jogar pingue-pongue […] e sentiu que melhorou”, como destaca o professor Bezerra. Ele ressalta ainda algumas características que parecem colaborar para a implementação do esporte pelos parkinsonianos: “O movimento do pingue-pongue tem que ser rápido, tem que se deslocar, tem que ter uma reação rápida e com Parkinson você fica mais lento, e também você treme, mas então no tênis de mesa você está ali concentrado”.

Homem branco com óculos e camisa azul
Professor Carlos Bezerra de Albuquerque – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Kátia destaca que a ideia do tênis de mesa para os acometidos pela doença de Parkinson no Brasil veio de um projeto de trazer o mundial da modalidade para o país proposto pelo falecido ex-deputado estadual de São Paulo, Edmur Mesquita, para a ABP. “Ele era um dos parkinsonianos que participavam dos mundiais de tênis de mesa”, conta a professora. Motivada por essa ação, a ABP passou a oferecer a modalidade desde 2020, por meio do projeto Ping Pong Parkinson, com a coordenação da professora Kátia.

A professora comenta que a parceria se deve ao mês de conscientização da doença de Parkinson, comemorado em abril, mais especificamente no dia 11. A ideia de fazer um torneio de tênis de mesa vem do próprio interesse daqueles que são acometidos pela doença: “Quando a gente propõe esse projeto de tênis de mesa para quem tem Parkinson, você vê que eles participam muito […] eles gostam. Parece que remete um pouquinho à infância, ‘ah, eu brinquei de pingue-pongue quando era criança’ ou ‘quando fui num sítio’ […]. E sempre parece que as pessoas já têm algum tipo de experiência, parece algo muito mais recreativo, divertido, lúdico, do que algo […] esportivo mesmo. A aderência é muito grande na atividade, então tem dado muito certo”.

O objetivo do evento é fazer divulgação da doença de Parkinson e também das atividades que são feitas pela ABP, já que a iniciativa contará com uma abertura feita pelo coral da associação, em que será feita uma coreografia “com raquete e bolinha no ritmo da música do coral”. Tanaka faz o convite: “Na verdade não é só para quem tem Parkinson, mas [também para] que essas outras pessoas possam assistir, prestigiar e conhecer um pouco”. Há possibilidade de participar do evento como voluntário de organização, e nesse caso, se comunicar com o professor Bezerra por meio do e-mail stargate@usp.br.

*Estagiária sob supervisão de Antonio Carlos Quinto


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