
Tida ora como feminista, ora como a “louca do Bixiga”, a história de vida de Sebastiana de Mello Freire, ou Dona Yayá, desperta curiosidade e muitas interpretações diferentes, e se confunde com a casa onde ela viveu na condição de paciente psiquiátrica entre 1920 e 1961. Com o propósito de aprofundar e trazer novas questões sobre Dona Yayá, o Centro de Preservação Cultural da USP lançou recentemente o livro Uma casa no Bixiga: Yayá e os significados do patrimônio cultural, que foi produzido no formato digital e está disponível para acesso gratuito no Portal de Livros Abertos da USP.

A obra é fruto de reflexões, pesquisas, testemunhos e apropriações diversas que formam um conjunto de perspectivas e discussões emergentes no campo do patrimônio cultural. Traz uma coletânea de textos assinados por especialistas e profissionais de várias áreas que reúnem reflexões em torno dos desafios, contradições e limites das práticas de patrimonialização contemporâneas tendo como foco as questões atuais do bairro do Bixiga, para o qual a Casa de Dona Yayá é uma forte referência. Entendendo o patrimônio cultural e a memória social como campos de disputas e de partilhas, Uma casa no Bixiga: Yayá e os significados do patrimônio cultural atravessa questões como feminismo e gênero, conflitos urbanos e de valorização fundiária, saúde mental e formulação de políticas públicas.

























