Falta pedagogia para aceleração da inteligência artificial

O debate sobre celulares nas escolas encobre uma transformação mais profunda: o avanço das big techs, a concentração de poder e a urgência de uma nova pedagogia para integrar tecnologia com equidade

 Publicado: 02/03/2026 às 7:32
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Após três décadas de avanços digitais, o debate sobre educação ainda se concentra em medidas superficiais, como proibir celulares em sala de aula. No entanto, o verdadeiro desafio é muito maior: envolve a expansão da inteligência artificial e a crescente concentração de poder nas grandes empresas de tecnologia.

A NVIDIA simboliza essa transformação. Em poucos anos, seus lucros saltaram de US$ 4,4 bilhões para cerca de US$ 120 bilhões, impulsionados pelo domínio do mercado de chips de IA.

Embora haja promessas de ensino personalizado e maior eficiência docente, persistem questões fundamentais: quem definirá os critérios pedagógicos desses sistemas? Em países como o Brasil, soma-se a isso a desigualdade de acesso à tecnologia, lembra o professor Gilson Schwartz.


Iconomia 
A coluna Iconomia, com o professor Gilson Schwartz, vai ao ar quinzenalmente, segunda-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9) e também no Youtube, com produção da Rádio USP,  Jornal da USP e TV USP.


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