
O reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior, a vice-reitora de Relações Internacionais da Universidade Paris Sciences et Lettres (PSL), Jennifer Heurley, e o diretor da École Nationale Supérieure de Chimie de Paris (Chimie/PSL), Christian Lerminiaux, visitaram, no dia 23 de janeiro, o espaço que será ocupado pelo Centro Internacional Conjunto de Pesquisa, Formação e Inovação USP–PSL, na Cidade Universitária, em São Paulo. A previsão é que o prédio, que tem cerca de 500 metros quadrados, seja inaugurado em março deste ano.
A cerimônia de assinatura de criação do centro foi realizada em novembro do ano passado, na sede da instituição francesa, em Paris. O centro USP-PSL, inovador e financeiramente sustentável, tem como objetivo fortalecer a cooperação científica bilateral das duas instituições. Economia circular e terapia celular são os primeiros eixos de colaboração entre os pesquisadores, docentes e estudantes das duas universidades, reunindo as expertises das ciências fundamentais e aplicadas a serviço da redução de emissões, da menor dependência de recursos, do emprego, da biodiversidade e da saúde.
“A proposta é fortalecer a colaboração entre a PSL e a USP. A iniciativa tem como ponto de partida a pesquisa, mas também prevê ações nas áreas de educação e, posteriormente, de inovação, à medida que forem identificadas oportunidades concretas de atuação. No campo da pesquisa, o projeto se apoia inicialmente em dois eixos, sendo o primeiro voltado à economia circular. Outro eixo estratégico é a área da saúde, e há a expectativa de que novos campos de atuação sejam incorporados ao longo do processo. No entanto, o objetivo não é limitar a iniciativa apenas à pesquisa. Por isso, a criação de um instituto universitário conjunto prevê também ações em educação e inovação”, afirmou Lerminiaux, que coordena o centro pelo lado da PSL. Pela USP, a coordenação é do professor da Faculdade de Direito (FD) da USP e diretor administrativo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Fernando Menezes.
Para o reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior, “é de suma importância estabelecer uma conexão forte com a PSL e com a EELISA [sigla em inglês para Aliança Europeia para Inovação em Ensino e Ciência em Engenharia]. Isso abre as portas da comunidade europeia para a USP — para nossos estudantes, professores e funcionários”.
Criado como uma associação de direito local brasileiro (USP–PSL), o centro conta com um fundo inicial de aproximadamente 5 milhões de euros, além de acesso às oportunidades de financiamento da Fapesp. Os encontros realizados em 2023 e 2024 entre a USP, a Fapesp e a PSL foram os embriões para a assinatura de um acordo-quadro em novembro de 2024, seguida pela criação de uma cátedra franco-brasileira sobre terapia celular entre a USP, a PSL, por meio do Institut Curie, e o Consulado-Geral da França em São Paulo, em fevereiro de 2025.

Em julho do ano passado, foi promovido um workshop estruturante sobre transição ambiental e economia circular, conduzido pelos professores Aldo Ometto e Anne Varenne, na sede do CNRS (sigla em francês para Centro Nacional de Pesquisa Científica) na Cidade Universitária, em São Paulo.
No contexto das ações de internacionalização in house da USP, este será o quinto centro internacional criado na Universidade na atual gestão da Reitoria, que já conta com o Institut Pasteur de São Paulo, o Centro Internacional de Pesquisa (CIP) em Saúde Planetária com o Instituto Nacional de Pesquisa em Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente (INRAe, na sigla em francês), o CNRS, o Centro de Micologia Médica da América Latina (CMM Latam) e o Centro Internacional para Engenharia Genética e Biotecnologia (ICGEB, na sigla em inglês).

























