Nova direção assume a Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto 

Professores Rafael Pombo Menezes e Camila de Moraes assumem gestão com foco em eficiência, excelência e interação social

 05/09/2025 - Publicado há 6 meses
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Confira o cronograma diário do curso – Foto: Divulgação/SCS-RP

A Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP) da USP tem nova direção desde o dia 15 de agosto. O professor Rafael Pombo Menezes assumiu como diretor, e a professora Camila de Moraes, como vice-diretora, para o quadriênio 2025-2029, com um plano de gestão estruturado em três eixos: eficiência administrativa, excelência acadêmica e interação com a comunidade. Menezes era o vice-diretor na última gestão, que teve como diretor o professor Hugo Tourinho Filho.

Criada há 16 anos, a escola busca consolidar sua identidade acadêmica frente aos cursos mais antigos da USP. Menezes reconhece o desafio: “Estamos ampliando a visibilidade e mostrando que temos um curso de bacharelado sólido, que contribui para a Universidade e para a sociedade”.

Gestão compartilhada e cotidiano da escola

Uma das linhas de continuidade da nova direção é preservar o modelo horizontal de gestão, implantado nos últimos anos. Para Menezes, essa prática garante agilidade e pertencimento: “A melhor forma de resolver questões é com a participação ampla. Conseguimos dar agilidade aos processos e aumentar o senso de pertencimento da comunidade interna”.

Rafael Pombo Menezes – Foto: Arquivo pessoal

Ele explica que problemas cotidianos passaram a ser solucionados por equipes compostas por funcionários de diferentes setores: “Às vezes um da informática, outro da manutenção, outro do setor acadêmico. Isso dá autonomia e rapidez nas soluções”.

Camila, que acompanhou a experiência como docente, aponta os efeitos: “A escola mudou em termos de participação dos funcionários e agilidade na resolução de problemas. Quando escrevemos o plano de gestão, defendi que esse modelo precisava continuar”.

Entre as ações em andamento estão encontros periódicos com docentes e servidores, aprimoramento do mapeamento de processos e estímulo à participação de toda a comunidade em decisões que impactam o coletivo.

Estrutura e infraestrutura

A expansão física da unidade é outro ponto central. Para os próximos anos, está prevista a construção do Bloco 3, já aprovado e em processo de licitação. O espaço deve abrigar laboratórios, setores administrativos e áreas para novas contratações docentes. “Temos laboratórios multiusuários, mas já esbarramos em limitações. O novo bloco permitirá prever novas contratações sem necessidade de improvisos”, afirma Menezes.

Além do prédio, estão planejadas a construção de uma pista de atletismo de 280 metros voltada ao ensino, a pavimentação de vias internas para reduzir custos de manutenção e o aproveitamento de áreas ainda não construídas para novos espaços de pesquisa, parque esportivo ou convivência.

Segundo Menezes, parte da reorganização também envolve adequar laboratórios às demandas específicas: “Alguns precisam ser divididos, outros devem ir para o piso térreo devido à utilização de equipamentos com sensores extremamente sensíveis a trepidação de lajes. A academia, por exemplo, também precisa ser reorganizada para atender aos projetos de pesquisa”.

O diretor lembra que eficiência administrativa também significa captação de recursos. “Se houver escassez de bolsas, por exemplo, precisamos ter alternativas para manter programas de extensão voltados à comunidade”, diz. O plano prevê estudar medidas para ampliar essa captação e otimizar contratos de uso de espaços.

Ensino, pesquisa e excelência acadêmica

A graduação e a pós-graduação estão no centro da agenda. “Queremos incentivar convênios internacionais, inclusive na América Latina, e ampliar a participação em editais de fomento e mobilidade”, afirma Menezes.

Camila de Moraes – Foto: Arquivo pessoal

Camila destaca os avanços recentes: “Nos últimos dois anos, a EEFERP captou perto de 1,5 milhão de reais em verbas de pesquisa. O papel da direção é dar suporte institucional, viabilizar espaços e ampliar a visibilidade da escola”.

Os recursos vieram de editais da Fapesp, CNPq e Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP) da USP. A unidade participa ainda de programas como o PET-Saúde, que reúne alunos de diferentes áreas como: saúde, ciências sociais e humanidades, em projetos voltados aos trabalhadores e trabalhadoras da saúde, e também ao aprimoramento no atendimento da população. “Essa diversidade amplia a visão dos alunos e mostra que a educação física pode atuar em múltiplos contextos”, comenta a vice-diretora.

Outro marco, segundo Camila, foi a entrada da educação física na Residência Multiprofissional em Assistência Integral à Saúde, que integra profissionais em unidades da rede pública. “Essa iniciativa fortalece a formação acadêmica e amplia o campo de atuação dos nossos alunos”, acrescenta.

A internacionalização também está no horizonte. Menezes cita como prioridades ampliar convênios com universidades estrangeiras, estimular docentes e alunos a participarem de editais de mobilidade e receber estudantes de fora: “Trazer alunos estrangeiros para cá amplia as trocas de experiência e fortalece a graduação”.

Extensão e interação com a comunidade

A aproximação com a sociedade é um dos pilares da gestão. Escolinhas esportivas de basquete, futsal e multiesportes já funcionam e devem ser ampliadas. “Essas atividades integram pesquisa aplicada e ensino, ao mesmo tempo em que oferecem à comunidade acesso a práticas organizadas”, explica Menezes.

O Centro de Referência Paralímpico é um dos referenciais da unidade, e também está nos planos o seu fortalecimento. “Projetos pontuais são importantes, mas precisamos viabilizar ações perenes em conjunto com secretarias de esporte, saúde e educação”, afirma o diretor.

Camila ressalta as ações extramuros, que levam atividades a praças e instituições: “Nem todos conseguem chegar até nós. Temos levado atividades para casas de passagem e unidades de saúde. O desafio é transformar isso em programas recorrentes, com apoio de novos recursos humanos e parcerias”.

Segundo Menezes, a continuidade dessas iniciativas depende de articulação: “Projetos permanentes exigem maior esforço conjunto de diferentes entes públicos e até privados. Precisamos buscar essas parcerias”.

Rafael Pombo Menezes

Professor Associado da EEFERP, é licenciado e bacharel, mestre e doutor em Educação Física pela Unicamp. Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Análise do Jogo e pesquisador nas seguintes áreas: Pedagogia do Esporte, Sports Coaching, Análise de Jogo, Esportes Coletivos. Coordenador dos Projetos Escolinha Multiesportes e Escolinha de Basquete. Tem mais de 120 artigos completos publicados, cinco capítulos de livros, além de cerca de 73 trabalhos e resumos publicados em anais de congressos. Já orientou cinco mestres e um doutor. 

Camila de Moraes

Graduada em Educação Física pela Unesp, mestre e doutora em Ciências da Motricidade pela mesma instituição, é professora Associada da EEFERP. Coordena o Grupo de Estudo e Pesquisa em Exercício Físico para Condições Especiais de Saúde. Coordena o Grupo Tutorial PET-Saúde e é tutora do Programa de Residência Multiprofissional de Atenção Integral à Saúde.  Tem 42 artigos publicados em periódicos, nove capítulos de livros e cerca de 40 trabalhos publicados em anais e outros 40 apresentados em eventos científicos. Já orientou 12 mestres. 

 


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