
O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), da USP em São Carlos, estará com inscrições abertas, entre os dias 7 e 11 de julho para a oficina gratuita Como a Tecnologia Pode nos Ajudar a Nos Comunicarmos sobre Temas Sensíveis?, voltada a pessoas com 60 anos ou mais. O objetivo é discutir temas socialmente sensíveis e, a partir desse diálogo, promover a criação de ferramentas tecnológicas que possam apoiar quem vive essas situações no cotidiano. A iniciativa do ICMC faz parte da pesquisa de mestrado de Vinicius Galvão, sob orientação da professora Kamila Rodrigues. As atividades da oficina serão realizadas em três encontros: nos dias 16 de julho, 6 e 27 de agosto, sempre das 13 às 17 horas, na sala de aula 4.001 no térreo do ICMC.

O Brasil tem uma população de mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, número que tende a crescer nas próximas décadas. “A ideia é construir, junto com os idosos, diretrizes e modelos que sirvam de base para tecnologias mais empáticas, capazes de acolher e informar. Muitas vezes, essas ferramentas podem funcionar como um espaço seguro de escuta, em que seja possível refletir e buscar ajuda sem julgamento”, explica Vinicius.
As inscrições podem ser feitas presencialmente, das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas, no hiperespaço professor Gilberto Loibel, localizado no térreo da Biblioteca Achille Bassi do ICMC. Não é preciso saber programar ou mexer em computadores, bastando aos interessados apresentar um documento que comprove a idade mínima de 60 anos. O pesquisador responsável estará disponível para auxiliar no processo de inscrição. Serão oferecidas 30 vagas, a serem preenchidas por ordem de inscrição. Caso o número de inscritos ultrapasse o limite e haja empate para o último lugar, a seleção será feita por sorteio.
Como será a oficina
O primeiro encontro será dedicado ao acolhimento e à troca de experiências. Os participantes serão convidados a escrever sobre a questão sensível que escolheram trabalhar, em uma atividade de escrita dirigida. Em seguida, formarão grupos para construir mapas mentais, organizando ideias, emoções e percepções sobre o tema. Por fim, participarão de uma dinâmica criativa para desenhar soluções tecnológicas ideais, propondo funcionalidades e características que acreditam ser úteis.

No segundo encontro, os idosos experimentarão jogos digitais e sensores desenvolvidos para tratar de temas delicados, sendo convidados a refletir sobre sua experiência de uso. Após essa imersão, irão avaliar os primeiros protótipos digitais baseados nas ideias coletadas no encontro anterior, apontando aspectos positivos, limitações e sugestões de melhoria.
No último encontro, os participantes poderão testar as versões mais avançadas dos protótipos. A proposta é que avaliem as soluções com base na usabilidade, acessibilidade e relevância emocional, contribuindo com observações e propostas de ajuste. Ao final, todos preencherão formulários de avaliação e compartilharão impressões sobre a jornada como um todo.
Durante todo o processo, os idosos contarão com o apoio de um profissional da área de psicologia, disponível para oferecer acolhimento e suporte caso qualquer participante manifeste desconforto durante as atividades. Vale destacar que, devido à natureza dessa atividade, ela foi devidamente aprovada pelo Comitê de Ética do Instituto de Psicologia (IP) da USP.

Mais informações na Assessoria de Comunicação / Seção de Apoio Institucional do ICMC (16) 3373-9666 (com WhatsApp); ou pelo e-mail viniciusfgalvao@usp.br
Texto: Gabriele Maciel, da Fontes Comunicação Científica, com edição de Antonio Carlos Quinto
























