Tour virtual do Museu de Geociências da USP apresenta peças interativas e modelos em 3D

Perto de ser reinaugurado após reforma, museu que pertence ao Instituto de Geociências da USP apresenta de forma on-line acervo de fósseis, minerais, rochas e outros artefatos

 28/04/2025 - Publicado há 11 meses
Por
Réplica da cabeça de um dinossauro exposta num museu
Destaques do Museu de Geociências podem ser conferidos em tour virtual – Foto: MLima/Wikimedia Commons

.
Pedras que guardam segredos dos tempos pré-históricos, fósseis de criaturas extintas, meteoritos vindos do espaço e minerais que brilham compõem um acervo que fascina cientistas e curiosos no Museu de Geociência da USP, no campus da capital, no bairro do Butantã. Prestes a reabrir após uma reforma que teve início em 2023 – a previsão é para este mês de maio – o museu, que pertence ao Instituto de Geociências (IGc) da Universidade, disponibiliza um tour virtual onde o visitante pode explorar o espaço interagindo com objetos e manipulando réplicas 3D dos artefatos. É possível fazer o tour neste link.

O projeto é fruto de uma parceria entre o museu e o Núcleo de Apoio à Pesquisa em Patrimônio Geológico e Geoturismo (GeoHereditas) do IGc. “O processo foi dividido em duas frentes: tarefas técnicas para a criação do recurso digital e atividades com o objetivo de despertar e manter o interesse dos usuários durante a visita virtual”, explica Carlos Mazoca, pesquisador do IGc e membro do GeoHereditas. “O acervo da instituição permitiu explorar conteúdos interpretativos integrados ao passeio, por meio de fotos, vídeos e modelos 3D — recursos que foram aplicados, por exemplo, a algumas amostras fósseis, rochas e minerais.”

O tour é apresentado por Miriam Azevedo, chefe técnica do museu, que comenta sobre alguns dos principais itens do acervo. Um deles é o exemplar de um Tupandactylus navigans, pertencente à família dos Tapejarídeos e próximo aos pterossauros, cuja preservação quase completa — incluindo tecidos moles — é considerada extremamente rara. Ele, que tem um enorme valor científico, foi um dos 3 mil itens recuperados pela Polícia Federal do Brasil em uma ação contra o tráfico de fósseis em 2014 e entregues à USP.

Outro destaque do acervo que pode ser visto no tour virtual é uma réplica de um Allosaurus fragilis, que viveu entre 140 milhões e 147 milhões de anos e possui 12 metros de comprimento e 3,5 metros de altura.

Telas do tour virtual do Museu de Geociências – Foto: Reprodução/IGc USP

.
Nova estrutura e linguagem de exposição

O museu não passava por reformas desde 1999. A estrutura do prédio vinha sendo prejudicada por infiltrações, que também danificaram as vitrines de madeira, já afetadas por uma infestação de cupins em 2020, além da parte elétrica, que também passava por instabilidades. 

Durante as obras, vários itens do acervo estão sendo armazenados na reserva técnica do museu e no Laboratório de Preservação do Acervo Litológico (Litolab) do museu, como uma réplica em tamanho natural do crânio de um alossauro, um meteorito de 642 kg, além de diversos fósseis, rochas e minerais. 

Além das reformas estruturais, o museu está passando por uma ampla reformulação na linguagem da exposição, que agora contará com uma narrativa contínua, conduzindo o visitante desde a origem do Universo até a atividade humana no planeta.

Apesar da suspensão de visitas escolares, algumas escolas ainda visitam o IGc para conferir uma pequena mostra montada no saguão e participar de palestras sobre geociências. Professores também podem utilizar o tour virtual nas aulas, para abordar o tema das geociências junto aos alunos.

Para fazer o tour virtual do Museu de Goeciências da USP clique aqui.

.

*Estagiário sob supervisão de Thais Helena dos Santos


Política de uso 
A reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal da USP e do autor. No caso dos arquivos de áudio, deverão constar dos créditos a Rádio USP e, em sendo explicitados, os autores. Para uso de arquivos de vídeo, esses créditos deverão mencionar a TV USP e, caso estejam explicitados, os autores. Fotos devem ser creditadas como USP Imagens e o nome do fotógrafo.