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Quatro Grupos de Trabalho (GTs) estarão em atividade durante o evento: comunicação, conhecimento, banco de dados e biodiversidade. Suas ações incluirão: intercâmbio de informações para estudos de caso e decisões coletivas; levantamento de dados com a metodologia Value Links-Biodiversidade, usada para mapear cadeias de valor; apresentação de cadeias produtivas sob a perspectiva da bioeconomia, integrando saberes tradicionais; fortalecimento de relações entre cientistas, gestores públicos e comunidades locais. A programação completa está disponível neste link.
Conhecimento científico e desenvolvimento regional
O evento é uma iniciativa do projeto As Cadeias de Valor da Sociobiodiversidade da Flora do Estado de São Paulo como Instrumento para Transformação Ambiental, parte do Edital Transformação do Programa Biota/Fapesp, coordenado pelas pesquisadoras Fernanda Brando e Nina Lys e desenvolvido no Laboratório de Epistemologia e Didática da Biologia (Ledib), sediado na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. Segundo as coordenadoras, o evento é uma oportunidade para avançar em abordagens transdisciplinares que conectem conhecimento científico, políticas públicas e sociedade, visando à conservação da flora nativa e ao desenvolvimento regional.
A pesquisa engloba a Rede Sociobio SP, que busca promover a bioeconomia e a sociobiodiversidade por meio da restauração e uso sustentável da flora endêmica da Mata Atlântica. Sua atuação articula políticas públicas com agricultores locais, fortalecendo cadeias de valor em territórios de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares (PCTAFs) do Estado de São Paulo. A Rede Sociobio SP busca integrar ciência, políticas públicas e saberes locais para promover o uso sustentável da biodiversidade, alinhando-se aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Entre as dimensões abordadas estão segurança alimentar, equidade social, gestão hídrica e ações climáticas.
A rede desenvolve pesquisas aplicadas para auxiliar os PCTAFs no manejo sustentável e os aproximar das políticas públicas. A proposta inclui a criação de indicadores de sustentabilidade para propriedades rurais, orientando produtores na otimização de suas cadeias de valor. Todo o processo ocorre por meio da correalização com o governo do Estado de São Paulo, especialmente a Fundação Florestal e a Coordenação de Assistência Técnica Integral.
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Com informações de Lorena Oliveira de Sousa, colaboradora da Rede Sociobio SP























