


É de fundamental importância para a realização das atividades universitárias em horários noturnos e constitui um dos vetores para a segurança no campus, na questão do tráfego de veículos e pedestres, prevenção contra a criminalidade e no auxílio à preservação da fauna e da flora.
Além de iluminar ruas, avenidas, praças, monumentos históricos e demais logradouros do campus, é importante para a melhoria da imagem da USP, favorecendo o desenvolvimento das atividades da Universidade e o lazer.
Estima-se que a rede de Iluminação Pública do Campus Capital Butantã da USP possui dimensões semelhantes a de uma cidade de aproximadamente 50 mil habitantes, o que pode ser verificado pelos indicadores apresentados a seguir.
Dados do Campus Capital Butantã:
• 100 km de iluminação pública
• 6.727 luminárias led
• oito praças (rotatórias) iluminadas
• aproximadamente cinco monumentos iluminados
• 88 faixas de pedestres (que receberão iluminação exclusiva)
• 33 mil árvores
• dez hectares de reservas ecológicas
• 70 mil pessoas circulam pelo campus diariamente
• 50 mil carros circulam pelo campus diariamente
• 60 km de malha viária
• aproximadamente 130 km de calçadas.
A rede de iluminação pública do campus foi instalada há mais de dez anos e é pioneira na utilização de luminárias de led com telegestão.
Desde a sua implementação, em 2013, o sistema desempenhou um papel crucial na garantia da segurança dos usuários do campus, permitindo o funcionamento contínuo das atividades acadêmicas e melhorando a qualidade de vida da comunidade universitária.
No entanto, ao longo dos anos, diversas questões surgiram, comprometendo a eficácia e eficiência do sistema.
Problemas relacionados à tecnologia de telegestão, dificuldades na manutenção e reposição de peças, bem como o descompasso com as normas técnicas atuais, demonstram a obsolescência do sistema em seu estado atual.
O avanço tecnológico no campo da iluminação pública, evidenciado pela evolução das luminárias led, oferece oportunidades significativas de melhoria.
Luminárias mais eficientes, com maior vida útil, melhor reprodução de cores e adaptadas às normas mais recentes, prometem não apenas reduzir os custos operacionais a longo prazo, mas também proporcionar uma iluminação mais adequada e segura para o campus.
Além disso, considerando o crescente foco na sustentabilidade e eficiência energética, a atualização do sistema de iluminação para modelos mais modernos e eficientes é não apenas uma necessidade técnica, mas também uma responsabilidade ambiental.
A NBR 5101:2024, que foi adotada no projeto, a nosso pedido e atendendo às diretrizes estabelecidas no Plano Diretor do Campus, que se encontra atualmente em análise, estabelece critérios rigorosos para a iluminação pública, considerando não apenas a eficiência luminosa, mas também os impactos ambientais e na saúde humana.
A norma define limites mais restritivos para a temperatura de cor, determinando, por exemplo, um máximo de 2.200K para vias locais e 2.700K para outras vias, salvo exceções como faixas de pedestres, onde pode chegar a 3.000K.
Essa diretriz reflete uma tendência global de redução da emissão de luz azul na iluminação noturna.
Estudos demonstram que temperaturas de cor mais altas, acima de 2.700K, aumentam a emissão do espectro azul, o que pode interferir nos ritmos circadianos humanos e impactar negativamente a fauna local.
Em locais como Estados Unidos e parte da Europa têm sido adotadas restrições para evitar esses efeitos adversos, privilegiando temperaturas de cor mais quentes, que minimizam a poluição luminosa e reduzem o desconforto visual da população.
Portanto, o retrofit do sistema de iluminação pública do campus da Capital da USP emerge como uma medida crucial para assegurar a continuidade do serviço, promover a segurança e bem-estar da comunidade universitária e alinhar o campus com os padrões mais recentes de eficiência e sustentabilidade.
Assim, para definir as soluções que pretendíamos adotar de qualidade, modernização e eficiência nessa nossa rede, foi necessário a contratação de empresa projetista com expertise no assunto, pois o mercado é restrito e trabalha quase exclusivamente com luminárias de led antigas, não sendo exigido delas atendimento às novas normas, publicadas em 2024.
O levantamento de mercado exigiu uma intensa busca de luminárias inovadoras pela empresa projetista, indo ao encontro da necessidade da Universidade, atendendo em especial aos quesitos de preservação da fauna e da flora do campus.
As soluções apresentadas e aprovadas foram: luminárias com maior eficiência, com menos agressividade ao meio ambiente e redução energética.
Com a realização da modernização, manutenção e retrofit do sistema de IP do campus, pretende-se melhorar a segurança do campus e, ao mesmo tempo, melhorar o nível de iluminação das ruas, travessas e avenidas, proporcionando maior segurança para os motoristas, pedestres e os usuários de esportes que utilizam o campus à noite.
No entanto, com foco na sustentabilidade e no meio ambiente, o projeto desenvolvido para o retrofit do sistema de iluminação pública da USP avaliou e selecionou equipamentos da mais alta eficiência energética disponíveis, priorizando tecnologias avançadas oferecidas pelos principais fornecedores do setor nacional, reduzindo o impacto na fauna e flora do campus, que apresenta uma diversidade muito grande.
Este é o ponto.
Um erro muito comum de avaliação é considerar que o Campus Capital Butantã é semelhante a uma cidade urbana, onde a flora é mínima e a fauna quase inexistente, e não como um espaço restrito dentro da Cidade de São Paulo, com a convivência entre pedestres, carros e ônibus, com 924.836 m² de áreas comuns verdes e ajardinadas, 33 mil árvores e mais de dez hectares de reservas ecológicas.
O campus é um espaço muito utilizado para a prática de atividades esportivas ao ar livre, durante a semana e principalmente aos sábados. Portanto, é necessário que a iluminação pública utilize luminárias com temperatura de cor de 2.700 K, pois apresentam uma luz menos agressiva no horário noturno para as variadas espécies de animais e vegetação.
Além disso, considerando o crescente foco na sustentabilidade e eficiência energética, a atualização do sistema de iluminação para modelos mais modernos e eficientes é não apenas uma necessidade técnica, mas também uma responsabilidade ambiental.
Portanto, o retrofit do sistema de iluminação pública do campus da Capital da USP emerge como uma medida crucial para assegurar a continuidade do serviço, promover a segurança e bem-estar da comunidade universitária e alinhar o campus com os padrões mais recentes de eficiência e sustentabilidade.
Diante do exposto, o retrofit de Iluminação Pública do Campus Capital Butantã tem por finalidade modernizar, reduzir os custos de manutenção atual, aumentar os níveis de eficiência energética e de qualidade de luz do sistema de iluminação pública do Campus da Capital da USP, com a substituição de 6.727 luminárias e projetores, a ampliação de 376 novos pontos, incluindo a implantação de postes e extensão de linhas elétricas de baixa tensão, além da implantação do sistema de telegestão para monitoramento do funcionamento e operação remota das luminárias.
Todas as luminárias a serem instaladas estarão dotadas de tecnologia atual.
A substituição das luminárias atuais com lâmpadas led, instaladas em 2013 no Campus Capital Butantã da USP, por outras também de led, mas com tecnologia mais moderna e eficiente, somada ao sistema de telegestão que será implementado, irá trazer uma redução no consumo de energia com consequente redução da despesa, aliviará alguns circuitos da rede subterrânea, promoverá o aumento da sustentabilidade e eficiência do uso de recursos naturais (energia elétrica) com maior economicidade e segurança para as comunidades uspiana e externa.
Atualmente o Campus Capital Butantã possui aproximadamente 6.727 luminárias led, com potências de 50 W, 100 W e 200 W, que serão substituídas por outras de 40 W, 80 W e 160 W, quando a contratação das obras de retrofit na Iluminação Pública for concluída.
Com a contratação da obra, estima-se que haverá uma redução de 20% na potência instalada da parcela da Iluminação Pública, com quatro efeitos imediatos:
• Melhora no nível de iluminamento das avenidas, ruas, faixas de pedestres, calçadas e estacionamentos
• Maior preservação da fauna e flora do campus
• Redução na carga instalada de alguns circuitos da rede subterrânea que alimentam a iluminação pública, aliviando os que estão sobrecarregados
• Economia na conta de energia elétrica do campus em aproximadamente R$ 683,5 mil anuais.
________________
(As opiniões expressas nos artigos publicados no Jornal da USP são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem opiniões do veículo nem posições institucionais da Universidade de São Paulo. Acesse aqui nossos parâmetros editoriais para artigos de opinião.)


Leonardo Brian Favato – Foto: Reprodução/LinkedinEstima-se que a rede de IP da CUASO possui dimensões semelhantes a de uma cidade de aproximadamente 50.000 habitantes, o que pode ser verificado pelos indicadores apresentados a seguir.
Dados do Campus Capital Butantã:
– 100 km de iluminação pública
– 6.727 luminárias Led
– 8 Praças (rotatórias) iluminadas
– Aproximadamente 5 monumentos iluminados
– 88 faixas de pedestres (que receberão iluminação exclusiva)
– 33.000 árvores
– 10 ha de reservas ecológicas
– 70 mil pessoas circulam pelo Campus diariamente.
– 50 mil carros circulam pelo Campus diariamente
– 60 km de Malha Viária
– Aproximadamente 130 km de calçadas
A rede de IP do Campus foi instalada a mais de 10 anos e é pioneira na utilização de luminárias de led com Telegestão.
Desde a sua implementação em 2013, o sistema desempenhou um papel crucial na garantia da segurança dos usuários do campus, permitindo o funcionamento contínuo das atividades acadêmicas e melhorando a qualidade de vida da comunidade universitária.
No entanto, ao longo dos anos, diversas questões surgiram, comprometendo a eficácia e eficiência do sistema.
Problemas relacionados à tecnologia de Telegestão, dificuldades na manutenção e reposição de peças, bem como o descompasso com as normas técnicas atuais, demonstram a obsolescência do sistema em seu estado atual.
O avanço tecnológico no campo da iluminação pública, evidenciado pela evolução das luminárias LED, oferece oportunidades significativas de melhoria.
Luminárias mais eficientes, com maior vida útil, melhor reprodução de cores e adaptadas às normas mais recentes, prometem não apenas reduzir os custos operacionais a longo prazo, mas também proporcionar uma iluminação mais adequada e segura para o campus.
Além disso, considerando o crescente foco na sustentabilidade e eficiência energética, a atualização do sistema de iluminação para modelos mais modernos e eficientes é não apenas uma necessidade técnica, mas também uma responsabilidade ambiental.
A NBR 5101:2024, que foi adotada no projeto, a nosso pedido e atendendo às Diretrizes estabelecidas no Plano Diretor do Campus, que encontra se em analise, estabelece critérios rigorosos para a iluminação pública, considerando não apenas a eficiência luminosa, mas também os impactos ambientais e na saúde humana.
A norma define limites mais restritivos para a temperatura de cor, determinando, por exemplo, um máximo de 2200K para vias locais e 2700K para outras vias, salvo exceções como faixas de pedestres, onde pode chegar a 3000K.
Essa diretriz reflete uma tendência global de redução da emissão de luz azul na iluminação noturna.
Estudos demonstram que temperaturas de cor mais altas, acima de 2700K, aumentam a emissão do espectro azul, o que pode interferir nos ritmos circadianos humanos e impactar negativamente a fauna local.
Em diversos países, como os Estados Unidos e parte da Europa, têm sido adotadas restrições para evitar esses efeitos adversos, privilegiando temperaturas de cor mais quentes, que minimizam a poluição luminosa e reduzem o desconforto visual da população.
Portanto, o retrofit do sistema de iluminação pública do campus da Capital da USP emerge como uma medida crucial para assegurar a continuidade do serviço, promover a segurança e bem-estar da comunidade universitária, e alinhar o campus com os padrões mais recentes de eficiência e sustentabilidade.
Assim, para definir as soluções que pretendíamos adotar de qualidade, modernização e eficiência nessa nossa rede, foi necessário a contratação de empresa projetista com expertise
no assunto, pois o mercado é restrito e trabalha quase exclusivamente com luminárias de led antigas, não sendo exigido delas, atendimento às novas normas, publicadas em 2024.
O levantamento de mercado exigiu uma intensa busca de luminárias inovadoras pela empresa projetista, indo ao encontro da necessidade da Universidade, atendendo em especial aos quesitos de preservação da fauna e da flora do Campus.
As soluções apresentadas e aprovadas foram: luminárias com maior eficiência, com menos agressividade ao meio ambiente e redução energética.
Com a realização da modernização, manutenção e retrofit do sistema de IP do Campus, pretende-se melhorar a segurança do Campus e ao mesmo tempo, melhorar o nível de iluminamento das ruas, travessas e avenidas, proporcionando maior segurança para os motoristas, pedestres e os usuários de esportes que utilizam o Campus a noite.
No entanto, com foco na sustentabilidade e no meio ambiente, o projeto desenvolvido para o Retrofit do sistema de iluminação pública da USP avaliou e selecionou equipamentos da mais alta eficiência energética disponíveis, priorizando tecnologias avançadas oferecidas pelos principais fornecedores do setor nacional, reduzindo o impacto na fauna e flora do Campus, que apresenta uma diversidade muito grande.
Este é o ponto.
Um erro muito comum de avaliação é considerar que o Campus Capital Butantã é semelhante a uma cidade urbana, onde a flora é mínima e a fauna quase inexistente, e não como um espaço restrito dentro da Cidade de São Paulo, com a convivência entre pedestres, carros, e ônibus, com 924.836 m² de áreas comuns verdes e ajardinadas, 33.000 árvores e mais de 10 ha de reservas ecológicas.
O campus é um espaço muito utilizado para a prática de atividades esportivas ao ar livre, durante a semana e principalmente aos sábados. Portanto, é necessário que utilizemos luminárias de IP com temperatura de cor de 2.700 K na obra de retrofit da IP, pois apresentam uma luz menos agressiva no horário noturno para as variadas espécies de animais e vegetação.
Além disso, considerando o crescente foco na sustentabilidade e eficiência energética, a atualização do sistema de iluminação para modelos mais modernos e eficientes é não apenas uma necessidade técnica, mas também uma responsabilidade ambiental.
Portanto, o retrofit do sistema de iluminação pública do campus da Capital da USP emerge como uma medida crucial para assegurar a continuidade do serviço, promover a segurança e bem-estar da comunidade universitária, e alinhar o campus com os padrões mais recentes de eficiência e sustentabilidade.
Diante do exposto, o Retrofit de Iluminação Pública do Campus Capital Butantã tem por finalidade modernizar, reduzir os custos de manutenção atual, aumentar os níveis de eficiência energética e de qualidade de luz do sistema de iluminação pública do Campus da Capital da USP, com a substituição de 6.727 luminárias e projetores, a ampliação de 376 novos pontos, incluindo a implantação de postes e extensão de linhas elétricas de baixa tensão, além da implantação do sistema de telegestão para monitoramento do funcionamento e operação remota das luminárias.
Todas as luminárias a serem instaladas estarão dotadas de tecnologia atual.
A substituição das luminárias atuais com lâmpadas Led, instaladas em 2013 no Campus CUASO, por outras também de Led, mas com tecnologia mais moderna e eficiente, somada ao sistema de telegestão que será implementado, irá trazer uma redução no consumo de energia com consequente redução da despesa, aliviará alguns circuitos da rede subterrânea, promoverá o aumento da sustentabilidade e eficiência do uso de recursos naturais (energia elétrica) com maior economicidade e segurança para as comunidades uspiana e externa.
Atualmente o Campus CUASO possui aproximadamente 6.727 luminárias Led, com potências de 50 W, 100 W e 200 W, que serão substituídas por outras de 40 W, 80 W e 160 W, quando a contratação das obras de Retrofit na Iluminação Pública for concluída.
Com a contratação da obra, estima-se que haverá uma redução de 20% na potência instalada da parcela da Iluminação Pública, com 4 efeitos imediatos:
– Melhora no nível de iluminamento das avenidas, ruas, faixas de pedestres, calçadas, estacionamentos.
– Maior preservação da fauna e flora do Campus.
– Redução na carga instalada dos alguns circuitos da rede subterrânea que alimentam a IP, aliviando os que estão sobrecarregados.
– Economia na conta de energia elétrica do Campus em aproximadamente R$ 683.500,00 anuais.
________________
(As opiniões expressas nos artigos publicados no Jornal da USP são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem opiniões do veículo nem posições institucionais da Universidade de São Paulo. Acesse aqui nossos parâmetros editoriais para artigos de opinião.)

























