Guerra permanente

A ascensão da IA intensifica debates sobre vigilância, poder algorítmico e os limites da governança tecnológica

 Publicado: 11/05/2026 às 6:39
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Vivemos uma época em que a guerra deixou de ser algo excepcional e passou a funcionar como lógica permanente da sociedade. Não se limita mais a conflitos militares: aparece também na vigilância digital, no controle de dados, nas disputas econômicas, nos algoritmos e na manipulação da informação.
O filósofo Giorgio Agamben chama isso de “estado de exceção”: medidas emergenciais, criadas em nome da segurança, tornam-se permanentes.
Essa lógica tem raízes no Estado moderno e no capitalismo. “O inimigo torna-se difuso e permanente, produzindo sociedades marcadas pelo medo, ansiedade e controle contínuo”, destaca Gilson Schwartz, que está completando dez anos na Rádio USP, ao longo dos quais, somada à de hoje (11), completou um total de 336 colunas.


Iconomia 
A coluna Iconomia, com o professor Gilson Schwartz, vai ao ar quinzenalmente, segunda-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9) e também no Youtube, com produção da Rádio USP,  Jornal da USP e TV USP.


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