O interesse de empresas por dados de saúde cresceu porque hoje eles podem ser coletados com mais facilidade por dispositivos como smartwatches e smartphones. Esses dados são altamente valiosos por serem pessoais e manterem relevância ao longo do tempo, permitindo prever riscos e comportamentos — algo especialmente útil para seguradoras e planos de saúde.
Além de informações médicas tradicionais, também são coletados dados comportamentais, como sono, batimentos cardíacos e até pesquisas na internet. Embora possam melhorar diagnósticos e tratamentos, o grande problema está no uso pouco transparente dessas informações, que pode levar à discriminação, como aumento de preços ou negação de cobertura.
Outro risco importante é a segurança: dados de saúde não podem ser “trocados” como senhas e são alvos frequentes de ataques cibernéticos. Vazamentos, como o ocorrido no Brasil durante a pandemia, expuseram milhões de pessoas. Como solução, discute-se a “soberania dos dados”, em que o indivíduo controla suas próprias informações. Países como a Estônia já adotam modelos assim, enquanto o Brasil avança com a RNDS, mas ainda enfrenta desafios de segurança e gestão.
Datacracia
A coluna Datacracia, com o professor Luli Radfahrer, vai ao ar quinzenalmente, sexta-feira às 8h, na Rádio USP (São Paulo 93,7 ; Ribeirão Preto 107,9 ) e também no Youtube, com produção da Rádio USP Jornal da USP e TV USP.
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